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quinta-feira, 24 de setembro de 2015

DISCURSO NA ÍNTEGRA DO PAPA FRANCISCO NO CONGRESSO DOS EUA


Papa Francisco faz discurso no Congresso dos EUA (Foto: Carolyn Kaster/AP)


DISCURSO  NA ÍNTEGRA DO PAPA NO CONGRESSO DOS EUA

24/09/15

Senhor Vice-Presidente,
Senhor Presidente da Câmara dos Representantes,
Distintos Membros do Congresso,
Queridos Amigos!

Sinto-me muito grato pelo convite para falar a esta Assembleia Plenária do Congresso «na terra
dos livres e casa dos valorosos». Apraz-me pensar que o motivo para isso tenha sido o facto de também eu ser um filho deste grande continente, do qual muito recebemos todos nós e relativamente ao qual partilhamos uma responsabilidade comum.

Cada filho ou filha duma determinada nação tem uma missão, uma responsabilidade pessoal e social. A vossa responsabilidade própria de membros do Congresso é fazer com que este país, através da vossa atividade legislativa, cresça como nação. Vós sois o rosto deste povo, os seus representantes. Sois chamados a salvaguardar e garantir a dignidade dos vossos concidadãos na busca incansável e exigente dobem comum, que é o fim de toda a política.

Uma sociedade política dura no tempo quando, como uma vocação, se esforça por satisfazer as carências comuns, estimulando o crescimento de todos os seus membros, especialmente aqueles que estão em situação de maior vulnerabilidade ou risco. A atividade legislativa baseia-se sempre no cuidado das pessoas. Para isso fostes convidados, chamados e convocados por aqueles que vos elegeram.

O vosso trabalho lembra-me, sob dois aspectos, a figura de Moisés. Por um lado, o patriarca e legislador do povo de Israel simboliza a necessidade que têm os povos de manter vivo o seu sentido de unidade com os instrumentos duma legislação justa. Por outro, a figura de Moisés leva-nos diretamente a Deus e, por consequência, à dignidade transcendente do ser humano. Moisés oferece-nos uma boa síntese do vosso trabalho: a vós, pede-se para proteger, com os instrumentos da lei, a imagem e semelhança moldadas por Deus em cada rosto humano.

Nesta perspectiva, hoje quereria dirigir-me não só a vós mas, através de vós, a todo o povo dos Estados Unidos. Aqui, juntamente com os seus representantes, quereria aproveitar esta oportunidade para dialogar com tantos milhares de homens e mulheres que se esforçam diariamente por cumprir uma honesta jornada de trabalho, por trazer para casa o pão de cada dia, por poupar qualquer dólar e – passo a passo – construir uma vida melhor para as suas famílias. São homens e mulheres que não se preocupam apenas com pagar os impostos, mas – na forma discreta que os caracteriza – sustentam a vida da sociedade. Geram solidariedade com as suas atividades e criam organizações que ajudam quem tem mais necessidade.

Quereria também entrar em diálogo com as numerosas pessoas idosas que são um depósito de sabedoria forjada pela experiência e que procuram de muito modos, especialmente através do voluntariado, partilhar as suas histórias e experiências. Sei que muitas delas estão aposentadas, mas ainda activas e continuam a empenhar-se na construção deste país. Desejo também dialogar com todos os jovens que lutam por realizar as suas grandes e nobres aspirações, que não se deixam extraviar por propostas superficiais e que enfrentam situações difíceis, tantas vezes resultantes da imaturidade de muitos adultos. Quereria dialogar com todos vós, e desejo fazê-lo através da memória histórica do vosso povo.

A minha visita tem lugar num momento em que homens e mulheres de boa vontade estão a celebrar o aniversário de alguns americanos famosos.

Apesar da complexidade da história e da realidade da fraqueza humana, estes homens e mulheres foram capazes, com todas as suas diferenças e limitações, de construir um futuro melhor com trabalho duro e sacrifício pessoal – alguns à custa da própria vida.

Deram forma a valores fundamentais, que permanecerão para sempre no espírito do povo americano. Um povo com este espírito pode atravessar muitas crises, tensões e conflitos, já que sempre conseguirá encontrar a força para ir avante e fazê-lo com dignidade. Estes homens e mulheres dão-nos uma possibilidade de ver e interpretar a realidade. Ao honrar a sua memória, somos estimulados, mesmo no meio de conflitos, na vida concreta de cada dia, a haurir das nossas mais profundas reservas culturais.

Quereria mencionar quatro destes americanos: Abraham Lincoln, Martin Luther King, Dorothy
Day e Thomas Merton.

Este ano completam-se cento e cinquenta anos do assassinato do Presidente Abraham Lincoln, o guardião da liberdade, que trabalhou incansavelmente para que «esta nação, com a proteção de Deus, pudesse ter um renascimento de liberdade». Construir um futuro de liberdade requer amor pelo bem comum e colaboração num espírito de subsidiariedade e solidariedade.

Todos estamos plenamente cientes e também profundamente preocupados com a situação social e política inquietante do mundo actual. O nosso mundo torna-se cada vez mais um lugar de conflitos violentos, ódios e atrocidade brutais, cometidos até mesmo em nome de Deus e da religião. Sabemos que nenhuma religião está imune de formas de engano individual ou de extremismo ideológico. Isto significa que devemos prestar especial atenção a qualquer forma de fundamentalismo, tanto religioso como de qualquer outro género.

É necessário um delicado equilíbrio para se combater a violência perpetrada em nome duma religião, duma ideologia ou dum sistema económico, enquanto, ao mesmo tempo, se salvaguarda a liberdade religiosa, a liberdade intelectual e as liberdades individuais. Mas há outra tentação de que devemos acautelar-nos: o reducionismo simplista que só vê bem ou mal, ou, se quiserdes, justos e pecadores.
O mundo contemporâneo, com as suas feridas abertas que tocam muitos dos nossos irmãos e irmãs, exige que enfrentemos toda a forma de polarização que o possa dividir entre estes dois campos. Sabemos que, na ânsia de nos libertar do inimigo externo, podemos ser tentados a alimentar o inimigo interno. Imitar o ódio e a violência dos tiranos e dos assassinos é o modo melhor para ocupar o seu lugar. Isto é algo que vós, como povo, rejeitais.

Pelo contrário, a nossa resposta deve ser uma resposta de esperança e cura, de paz e justiça. É-nos pedido para fazermos apelo à coragem e à inteligência, a fim de se resolverem as muitas crises económicas e geopolíticas de hoje. Até mesmo num mundo desenvolvido aparecem demasiado evidentes os efeitos de estruturas e acções injustas. Os nossos esforços devem concentrar-se em restaurar a paz, remediar os erros, manter os compromissos, e assim promover o bem-estar dos indivíduos e dos povos.

Devemos avançar juntos, como um só, num renovado espírito de fraternidade e solidariedade, colaborando generosamente para o bem comum.
Os desafios, que hoje enfrentamos, requerem uma renovação deste espírito de colaboração, que produziu tantas coisas boas na história dos Estados Unidos. A complexidade, a gravidade e a urgência destes desafios exigem que ponhamos a render os nossos recursos e talentos e nos decidamos a apoiar-nos mutuamente, respeitando as diferenças e convicções de consciência.

Nesta terra, as várias denominações religiosas deram uma grande ajuda na construção e fortalecimento da sociedade. É importante que hoje, como no passado, a voz da fé continue a ser ouvida, porque é uma voz de fraternidade e de amor que procura fazer surgir o melhor em cada pessoa e em cada sociedade. Esta cooperação é um poderoso recurso na luta por eliminar as novas formas globais de escravidão, nascidas de graves injustiças que só podem ser superadas com novas políticas e novas formas de consenso social.

Penso aqui na história política dos Estados Unidos, onde a democracia está profundamente radicada no espírito do povo americano. Qualquer atividade política deve servir e promover o bem da pessoa humana e estar baseada no respeito pela dignidade de cada um. «Consideramos evidentes, por si mesmas, estas verdades: que todos os homens são criados iguais, que são dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis, que, entre estes, estão a vida, a liberdade e a busca da felicidade» (Declaração de Independência, 4 de Julho de 1776). Se a política deve estar verdadeiramente ao serviço da pessoa humana, segue-se que não pode estar submetida à economia e às finanças. É que a política é expressão da nossa insuprível necessidade de vivermos juntos em unidade, para podermos construir unidos o bem comum maior: uma comunidade que sacrifique os interesses particulares para poder partilhar, na justiça e na paz, os seus benefícios, os seus interesses, a sua vida social. Não subestimo as dificuldades que isto implica, mas encorajo-vos neste esforço.

Penso também na marcha que Martin Luther King guiou de Selma a Montgomery, há cinquenta anos, como parte da campanha para conseguir o seu «sonho» de plenos direitos civis e políticos para os afro-americanos. Aquele sonho continua a inspirar-nos. Alegro-me por a América continuar a ser, para muitos, uma terra de «sonhos»: sonhos que levam à acção, à participação, ao compromisso; sonhos que despertam o que há de mais profundo e verdadeiro na vida das pessoas. Nos últimos séculos, milhões de pessoas chegaram a esta terra perseguindo o sonho de construírem um futuro em liberdade. Nós, pessoas deste continente, não temos medo dos estrangeiros, porque outrora muitos de nós éramos estrangeiros.

Digo-vos isto como filho de imigrantes, sabendo que também muitos de vós sois descendentes de imigrantes. Tragicamente, os direitos daqueles que estavam aqui, muito antes de nós, nem sempre foram respeitados. Por aqueles povos e as suas nações, desejo, a partir do coração da democracia americana, reafirmar a minha mais alta estima e consideração. Aqueles primeiros contatos foram muitas vezes tumultuosos e violentos, mas é difícil julgar o passado com os critérios do presente. Todavia, quando o estrangeiro no nosso meio nos interpela, não devemos repetir os pecados e os erros do passado. Devemos decidir viver agora o mais nobre e justamente possível e, de igual modo, formar as novas gerações para não virarem as costas ao seu «próximo» e a tudo aquilo que nos rodeia.

Construir uma nação pede-nos para reconhecer que devemos constantemente relacionar-nos com os outros, rejeitando uma mentalidade de hostilidade para se adoptar uma subsidiariedade recíproca, num esforço constante de contribuir com o melhor de nós. Tenho confiança que o conseguiremos.
O nosso mundo está a enfrentar uma crise de refugiados de tais proporções que não se via desde os tempos da II Guerra Mundial. Esta realidade coloca-nos diante de grandes desafios e decisões difíceis.

Também neste continente, milhares de pessoas sentem-se impelidas a viajar para o Norte à procura de melhores oportunidades. Porventura não é o que queríamos para os nossos filhos? Não devemos deixar-nos assustar pelo seu número, mas antes olhá-los como pessoas, fixando os seus rostos e ouvindo as suas histórias, procurando responder o melhor que pudermos às suas situações. Uma resposta que seja sempre humana, justa e fraterna. Devemos evitar uma tentação hoje comum: descartar quem quer que se demonstre problemático. Lembremo-nos da regra de ouro: «O que quiserdes que vos façam os homens, fazei-o também a eles» (Mt 7, 12).

Esta norma aponta-nos uma direção clara. Tratemos os outros com a mesma paixão e compaixão com que desejamos ser tratados. Procuremos para os outros as mesmas possibilidades que buscamos para nós mesmos. Ajudemos os outros a crescer, como quereríamos ser ajudados nós mesmos. Em suma, se queremos segurança, demos segurança; se queremos vida, demos vida; se queremos oportunidades, providenciemos oportunidades. A medida que usarmos para os outros será a medida que o tempo usará para conosco. A regra de ouro põe-nos diante também da nossa responsabilidade de proteger e defender a vida humana em todas as fases do seu desenvolvimento.

Esta convicção levou-me, desde o início do meu ministério, a sustentar a vários níveis a abolição global da pena de morte. Estou convencido de que esta seja a melhor via, já que cada vida é sagrada, cada pessoa humana está dotada duma dignidade inalienável, e a sociedade só pode beneficiar da reabilitação daqueles que são condenados por crimes.

Recentemente, os meus irmãos bispos aqui nos Estados Unidos renovaram o seu apelo pela abolição da pena de morte. Não só os apoio, mas encorajo também todos aqueles que estão convencidos de que uma punição justa e necessária nunca deve excluir a dimensão da esperança e o objetivo da reabilitação.
Nestes tempos em que as preocupações sociais são tão importantes, não posso deixar de mencionar a Serva de Deus Dorothy Day, que fundou o Catholic Worker Movement. O seu compromisso social, a sua paixão pela justiça e pela causa dos oprimidos estavam inspirados pelo Evangelho, pela sua fé e o exemplo dos Santos.

Quanto estrada percorrida neste campo em tantas partes do mundo! Quanto se fez nestes primeiros anos do terceiro milénio para fazer sair as pessoas da pobreza extrema! Sei que partilhais a minha convicção de que se tem de fazer ainda muito mais e de que, em tempos de crise e dificuldade económica, não se deve perder o espírito de solidariedade global. Ao mesmo tempo, desejo encorajar-vos a não esquecer todas as pessoas à nossa volta encastradas nas espirais da pobreza. Há necessidade de dar esperança também a elas. A luta contra a pobreza e a fome deve ser travada com constância nas suas múltiplas frentes, especialmente nas suas causas. Sei que hoje, como no passado, muitos americanos estão a trabalhar para enfrentar este problema.

Naturalmente uma grande parte deste esforço situa-se na criação e distribuição de riqueza. A utilização correta dos recursos naturais, a aplicação apropriada da tecnologia e a capacidade de orientar devidamente o espírito empresarial são elementos essenciais duma economia que procura ser moderna, inclusiva e sustentável. «A atividade empresarial, que é uma nobre vocação orientada para produzir riqueza e melhorar o mundo para todos, pode ser uma maneira muito fecunda de promover a região onde instala os seus empreendimentos, sobretudo se pensa que a criação de postos de trabalho é parte imprescindível do seu serviço ao bem comum» (Enc. Laudato si’, 129). Este bem comum inclui também a terra, tema central da Encíclica que escrevi, recentemente, para «entrar em diálogo com todos acerca da nossa casa comum» (ibid., 3). «Precisamos de um debate que nos una a todos, porque o desafio ambiental, que vivemos, e as suas raízes humanas dizem respeito e têm impacto sobre todos nós» (ibid.,14).

Na encíclica Laudato si’, exorto a um esforço corajoso e responsável para «mudar de rumo» (ibid., 61) e evitar os efeitos mais sérios da degradação ambiental causada pela atividade humana. Estou convencido de que podemos fazer a diferença e não tenho dúvida alguma de que os Estados Unidos – e este Congresso – têm um papel importante a desempenhar. Agora é o momento de empreender ações corajosas e estratégias tendentes a implementar uma «cultura do cuidado» (ibid., 231) e «uma abordagem integral para combater a pobreza, devolver a dignidade aos excluídos e, simultaneamente, cuidar da natureza» (ibid., 139). Temos a liberdade necessária para limitar e orientar a tecnologia (cf. ibid., 112), para individuar modos inteligentes de «orientar, cultivar e limitar o nosso poder» (ibid., 78) e colocar a tecnologia «ao serviço doutro tipo de progresso, mais saudável, mais humano, mais social, mais integral» (ibid., 112). A este respeito, confio que as instituições americanas de investigação e académicas poderão dar um contributo vital nos próximos anos.

Um século atrás, no início da I Grande Guerra que o Papa Bento XV definiu «massacre inútil», nascia outro americano extraordinário: o monge cisterciense Thomas Merton. Ele continua a ser uma fonte de inspiração espiritual e um guia para muitas pessoas. Na sua autobiografia, deixou escrito: «Vim ao mundo livre por natureza, imagem de Deus; mas eu era prisioneiro da minha própria violência e do meu egoísmo, à imagem do mundo onde nascera. Aquele mundo era o retrato do Inferno, cheio de homens como eu, que amam a Deus e contudo odeiam-No; nascidos para O amar, mas vivem no medo de desejos desesperados e contraditórios». Merton era, acima de tudo, homem de oração, um pensador que desafiou as certezas do seu tempo e abriu novos horizontes para as almas e para a Igreja. Foi também homem de diálogo, um promotor de paz entre povos e religiões.

Nesta perspectiva de diálogo, gostaria de saudar os esforços que se fizeram nos últimos meses para procurar superar as diferenças históricas ligadas a episódios dolorosos do passado. É meu dever construir pontes e ajudar, por todos os modos possíveis, cada homem e cada mulher a fazerem o mesmo.

Quando nações que estiveram em desavença retomam o caminho do diálogo – um diálogo que poderá ter sido interrompido pelas mais válidas razões –, abrem-se novas oportunidades para todos. Isto exigiu, e exige, coragem e audácia, o que não significa irresponsabilidade. Um bom líder político é aquele que, tendo em conta os interesses de todos, lê o momento presente com espírito de abertura e sentido prático.

Um bom líder político não cessa de optar mais por «iniciar processos do que possuir espaços» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 222-223).

Estar ao serviço do diálogo e da paz significa também estar verdadeiramente determinado a reduzir e, a longo prazo, pôr termo a tantos conflitos armados em todo o mundo. Aqui devemos interrogar-nos: Por que motivo se vendem armas letais àqueles que têm em mente infligir sofrimentos inexprimíveis a indivíduos e sociedade? Infelizmente a resposta, como todos sabemos, é apenas esta: por dinheiro; dinheiro que está impregnado de sangue, e muitas vezes sangue inocente. Perante este silêncio vergonhoso e culpável, é nosso dever enfrentar o problema e deter o comércio de armas.
Três filhos e uma filha desta terra, quatro indivíduos e quatro sonhos: Lincoln, a liberdade; Martin Luther King, a liberdade na pluralidade e não-exclusão; Dorothy Day, a justiça social e os direitos das pessoas; e Thomas Merton, capacidade de diálogo e abertura a Deus. Quatro representantes do povo americano.

Concluirei a minha visita ao vosso país em Filadélfia, onde participarei no Encontro Mundial das Famílias. É meu desejo que, durante toda a minha visita, a família seja um tema recorrente. Como foi essencial a família na construção deste país! E como merece ainda o nosso apoio e encorajamento! E todavia não posso esconder a minha preocupação pela família, que está ameaçada, talvez como nunca antes, de dentro e de fora. As relações fundamentais foram postas em discussão, bem como o próprio fundamento do matrimónio e da família. Posso apenas repropor a importância e sobretudo a riqueza e a beleza da vida familiar.

Em particular quereria chamar a atenção para os membros da família que são os mais vulneráveis: os jovens. Para muitos deles anuncia-se um futuro cheio de tantas possibilidades, mas muitos outros parecem desorientados e sem uma meta, encastrados num labirinto sem esperança, marcado por violências, abusos e desespero. Os seus problemas são os nossos problemas. Não podemos evitá-los. É necessário enfrentá-los juntos, falar deles e procurar soluções eficazes em vez de ficar empantanados nas discussões. Correndo o risco de simplificar, poderemos dizer que vivemos numa cultura que impele os jovens a não formarem uma família, porque lhes faltam possibilidades para o futuro. Mas esta mesma cultura apresenta a outros tantas opções que também eles são dissuadidos de formar uma família.

Uma nação pode ser considerada grande, quando defende a liberdade, como fez Lincoln; quando promove uma cultura que permita às pessoas «sonhar» com plenos direitos para todos os seus irmãos e irmãs, como procurou fazer Martin Luther King; quando luta pela justiça e pela causa dos oprimidos, como fez Dorothy Day com o seu trabalho incansável, fruto duma fé que se torna diálogo e semeia paz no estilo contemplativo de Thomas Merton.

Nestas notas, procurei apresentar algumas das riquezas do vosso património cultural, do espírito do povo americano. Faço votos de que este espírito continue a desenvolver-se e a crescer de tal modo que o maior número possível de jovens possa herdar e habitar numa terra que inspirou tantas pessoas a sonhar.

Deus abençoe a América.
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segunda-feira, 16 de março de 2015

Arquipélago de Vanuatu sob ciclone






O arquipélago de Vanuatu consiste de 80 pequenas ilhas (!) localizado no Oceano Pacífico Sul – a nordeste da Austrália.
A população de todo o arquipélago é de cerca de 250mil pessoas. A maioria vive em extrema pobreza.
A capital é “Port Vila” com cerca de 30mil habitantes. Consta que foi duramente castigada pelo ciclone de hoje, com ventos de 300km/hora. Segundo notícias, 90% das casas foram atingidas.
A população branca, de posses, e turistas, procuram sair o mais rápido do arquipélago.
“Os habitantes de Vanuatu são chamados de Ni-Vanuatu em Inglês, usando um recente cunhagem . O Ni-Vanuatu são principalmente (98,5%) dos melanésios descida, sendo o restante composto de uma mistura de europeus, asiáticos e outras ilhas do Pacífico. Três ilhas foram historicamente colonizados por polinésios . Cerca de 2.000 Ni-Vanuatu vivem e trabalham na Nova Caledônia . Em 2006, a New Economics Foundation e Amigos da Terra grupo ambientalista publicou o Happy Planet Index , que analisaram dados sobre os níveis de felicidade declarada , a expectativa de vida e Pegada Ecológica e estima Vanuatu a ser o país mais ecologicamente eficiente do mundo alcançar “alto” bem estar de vida”.
Vanuatu é um dos países mais pobres do mundo, no entanto, é um paraíso fiscal de muitas fortunas mundo afora. Basta ver os iates atingidos pelo ciclone no porto da capital.


E assim segue a humanidade. 

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Ensaios Técnicos 2015 Mocidade - Super Esquenta







Em que lugar no Planeta podemos encontrar mulheres do povo tocando tamborim com tanta naturalidade, alegria, perícia e dedicação??...Só no Brasil do Maior Espetáculo Popular da Terra!!

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Brasil paraiso das religiões, com muito humor e sensualidade.







Enquanto assisto na TV os ecos pelo mundo das repercussões contra o horror terrorista cometido na redação do Jornal satírico “Charlie Hebdo”; me lembro de que o Brasil convive com um alto nível de violência urbana, mas no campo religioso podemos nos orgulhar de sermos um país paraíso das religiões. Aqui todas as religiões do mundo convivem em paz!

Lembro que no final dos anos 60, época em que não existia ainda o Jornal francês; um pintor primitivista “Valdomiro de Deus” pintou dois quadros: Um era sobre a figura de Jesus Cristo na cruz de bermuda...O outro tinha como tema a Nossa Senhora de mini-saia...Fora alguns comentários críticos na imprensa, nada mais aconteceu e o artista acabou vendendo o quadro “Nossa Senhora de bermuda", para ninguém menos que  a famosa artista do cinema, Brigite Bardot...

Breve biografia do artista plástico primitivista “Valdomiro de Deus” no Google:
Aos 12 anos fugiu da pequena Itagibá, no sul da Bahia, e começou a percorrer o Brasil. Inicialmente, passou pelo interior de Minas, onde chegou a dormir em grandes pedras no meio de um rio. "Também carreguei malas na estação e dormi sobre fornos de uma padaria". Foi como carona de um pau-de-arara que ele chegou a São Paulo." Era 1958.Vivi como menino de rua, dormindo em bancos de praça até que um sargento da guarda civil me levou para a casa dele em Osasco", conta o pintor. O policial também lhe deu uma caixa de engraxate, com a qual começou a trabalhar.

Waldomiro também lembra qual foi sua primeira obra de arte: uma escultura de barro em que mostrava uma santa em trajes modernos. "Quando a coloquei numa loja da cidade, o dono queria me bater. Achou uma falta de respeito com a Igreja e só se acalmou quando a tirei de lá. Depois desse episódio, decidiu conhecer outras terras. Viajou por Catanduva e Presidente Venceslau. Mas retornou a Osasco, já com 17 anos, onde conseguiu emprego como jardineiro. "No fundo da casa, encontrei tintas, pincéis e cartolina. Comecei a pintar de noite e a dormir durante o serviço", conta. Foi demitido, mas até hoje lembra da primeira imagem que criou: um enterro. "Pinte muito nessa fase. Lembrava do interior da Bahia e retratava festas populares, histórias sobre mula-sem-cabeça e lobisomens." 
Desempregado, pegou umas 30 cartolinas que havia desenhado e foi para o Viaduto do Chá. Colocou tudo no chão e conseguiu vender duas delas para um americano, obtendo dinheiro suficiente para alugar um quarto para dormir. Começou assim uma carreira como pintor que decolou de fato quando encontrou o que ele chama de "primeiro anjo da minha vida": o Marquês Terry Della Stuffa. "Ele me deu roupas, espaço para pintar e tintas a óleo", diz Waldomiro de Deus passou então a conviver com coquetéis da alta sociedade paulista, conhecendo a família Matarazzo e o crítico Pietro M. Bardi. "Encontrei assim o meu segundo anjo: o físico e crítico de arte Mário Schemberg. Ele lia minhas obras como se fossem um livro", agradece o pintor
.
A partir de 1966, Waldomiro viveu na Europa, expondo na França, Itália, Bélgica e Holanda. Conheceu ainda celebridades, como Salvador Dali. "Ele me deu um beijo surrealista, com aqueles bigodes que pareciam duas antenonas". De volta ao Brasil, em 1975,o pintor mora em São Paulo e tem atelier também em Goiânia. Casado, com seis filhos, pintou mais de 2000 obras sobre folclore, céu, inferno, planetas e situações do cotidiano, espalhadas por colecionadores e museus de todo o mundo. "Posso viajar muito, mas sinto saudade das minhas origens", diz, lembrando que o começo de sua pintura está ligado às coisas simples do interior.

(A moda da mini-saia chegava ao Brasil):

Nos anos 60, já vivendo de sua arte, Waldomiro de Deus morava num pequeno cômodo na Rua Augusta. "Adorava aquelas lojas de roupas bonitas. Um dia, conta o pintor, vi uma minissaia numa vitrine. Não sabia o que era. Experimentei e vi que era para mulher. A dona da loja me desafiou. Disse que me pagava se eu saísse com ela no meio da rua. Não pensei duas vezes. Me xingavam de tudo quanto era nome feio". Esse tipo de atitude desafiadora lhe deu notoriedade na imprensa da época. "Pintei Nossa Senhora de minissaia com cinta-liga e botas", lembra. Seu nome virou assim sinônimo de polêmica, seguindo, neste quesito, alguns dos caminhos já trilhados pelo grande artista Flávio de Carvalho.

Conheci o Valdomiro  no Bar “Redondo”, esquina da Av. Ipiranga com Av. Consolação, frente ao famoso “Teatro Arena”.

Links que falam melhor sobre Valdomiro:





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sábado, 3 de janeiro de 2015

PAÍSES MAIS FELIZES E INFELIZES DO MUNDO SEG. ONU




Os 10 países mais felizes e infelizes do mundo 2010
avatarInstituto Legatum divulgou este mês a relação anual dos países mais felizes do mundo. O Índice de Prosperidade Legatum é a única avaliação global do mundo de riqueza e bem-estar, ao contrário de outros estudos que classificam os países por níveis reais de riqueza, satisfação de vida ou de desenvolvimento, o Índice de Prosperidade produz rankings com base nos fundamentos da prosperidade dos fatores que irão ajudar a impulsionar o crescimento econômico e proporcionar um maior índice de felicidade aos seus cidadãos. Confira os dez melhores e piores:

+ Felizes:

  1. Noruega

  2. Dinamarca

  3. Finlândia

  4. Austrália

  5. Nova Zelândia

  6. Suécia

  7. Canadá

  8. Suíça

  9. Holanda

  10. Estados Unidos


http://lista10.org/diversos/os-10-paises-mais-felizes-e-infelizes-do-mundo-2010/


+ Infelizes:

  1. Zimbabué

  2. Paquistão

  3. República Centro-Africana

  4. Etiópia

  5. Nigéria

  6. Iémen

  7. Quénia

  8. Moçambique

  9. Camarões

  10. Zâmbia

Fonte: Instituto Legatum

- O Brasil está em 45º do ranking dos mais felizes. Então não reclame tanto da vida assim, pois você é feliz e nem sabia.
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kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Sei não, mas não confio muito nesse ranking....E minha desconfiança se concretiza em outreos links, por exemplo: Em  http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/2011/04/110426_felicidade_suicidio_mv.shtml

Países em que as pessoas se sentem mais felizes tendem a apresentar índices mais altos de suicídio, segundo pesquisadores britânicos e americanos.
Os especialistas sugerem que a explicação para o fenômeno estaria na tendência dos seres humanos de se comparar uns aos outros.
Sentir-se infeliz em um ambiente onde a maioria das pessoas se sente feliz aumenta a sensação de infelicidade e a probabilidade de que a pessoa infeliz recorra ao suicídio, a equipe concluiu.
O estudo foi feito por especialistas da University of Warwick, na Grã-Bretanha, Hamilton College, em Nova York e do Federal Reserve Bank em San Francisco, Califórnia, e será publicado na revista científica Journal of Economic Behavior & Organization.
Ele se baseia em dados internacionais e em informações coletadas nos Estados Unidos.
Nos EUA, os pesquisadores compararam dados obtidos a partir de depoimentos de 1,3 milhão de americanos selecionados de forma aleatória com depoimentos sobre suicídio obtidos a partir de uma outra amostra, também aleatória, com um milhão de americanos.
Paradoxo
Os resultados foram desconcertantes: muitos países com altos índices de felicidade felizes têm índices de suicídio altos.
Isso já foi observado anteriormente, mas em estudos feitos de forma isolada, como, por exemplo, na Dinamarca.
A nova pesquisa concluiu que várias nações - entre elas, Canadá, Estados Unidos, Islândia, Irlanda e Suíça - apresentam índices de felicidade relativamente altos e, também, altos índices de suicídio".
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Pois é....complicado...não sei como se pode medir o estado de "Felicidade" de um país, em se tratando da Felicidade como algo extremamente subjetivo e de nuances nebulosas. 
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quarta-feira, 20 de agosto de 2014

MELHORES VÍDEOS DE ORLAS MARÍTIMAS E OUTROS PASSEIOS DE BIKE E MOTO

Juro que nem imagina possível uma doideira dessas com uma bicileta no transito....(Não recomendo prá niguém!!)...



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Um belo passeio pela região de Sintra - Portugal!!



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Um passeio pelas regiões de Bezons e Argenteuil– noroeste de Paris – O município de Bezons tem cerca 29.000 habitantes. O vídeo mostra locais da boa classe média francesa.



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"CABO DE ANTIBES" DE BIKE 

Um belo e bem feito vídeo sobre o estuário francês “Cabo d’Antibes” ...estacionamento marítimo dos “bala n’agulha”...kkkk....e um passeio pelas “casas humirdes” da área....kkkkkkkkkk


Cabo d’Antibes” é uma região nas margens do Mar Mediterrâneo na Costa Azul, a 205 km a este de Marselha, 23 km a sudoeste de Nice, 15 km a sudeste de Grasse e a 10 km de Cannes.






UMA CORRIDA DE MOTOS NO JAPÃO




PELA ORLA\ DE BOTAFOGO AO FLAMENGO





SALVADOR E A CAPTURA DO "ESPÍRITO DE SER BAIANO"!



Um excelente vídeo sobre a Capital da Bahia, Salvador. 

O vídeo se transforma em um documentário sociológico onde até o sincronismo religioso é mostrado de forma inteligente e agradável.

A preocupação competente do autor em mostrar com legendas todos os lugares e avenidas por onde a câmera passa, não nos deixa a deriva pelas imagens. 

Cenas de comportamentos sociais no dia-a-dia dos baianos que transmitem com fidelidade o espírito do ser baiano!

Enfim, o vídeo é muito bom!
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segunda-feira, 18 de agosto de 2014

DE MOTO PELA ORLA SANTISTA

Um bom vídeo catado no Youtube, de moto pela orla santista, do Gonzaga até o Posto 2 e entrada pra Balsa pro Guarujá. 

Percurso que me fez lembrar minha infância...



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sábado, 16 de agosto de 2014

MELHORES VÍDEOS DO YOUTUBE DE BICICLETA PELA ORLA CARIOCA


Há que se ficar esperto no transito carioca...




Pensa num bike folgado...rsrsr






Uma banda de bike pelas praias cariocas



O vídeo abaixo os olhos até marejaram....O por do sol na orla do Rio!..muito lindo!!




Do privilégio de desfrutar de uma grande orla marítima como a do Rio de Janeiro, plana, de bicicleta!

sábado, 26 de julho de 2014

ISRAEL X PALESTINA CONHECER TODA A HISTÓRIA É PRECISO

26/07/14

Muito tem se falado das agressões israelenses e palestinas, mas o discurso fica só nos mil “foguetinhos” do Hamas –( se fossem mísseis poderosos não precisariam de tantos) – a perturbarem a vida dos israelenses em suas terras e casas tomadas dos palestinos.

Já os palestinos bradam ao mundo a dramática disparidade de forças e a destruição que está ocorrendo na Faixa de Gaza, documentada para o mundo todo. Mortos de um lado, são em torno de 30 soldados israelenses em combate em Gaza. 
Do outro lado, são mais de 800 civis, boa parte deles crianças, mulheres e idosos sobre os escombros que os poderosos mísseis israelenses provocam a 18 dias seguidos. E assim tem sido o “show” de barbaridades que a região manda para o mundo todo.

Porém, enquanto discute-se as agressões de ambos os lados, (um lutador de MMA x uma criança de 10 anos), pouco se fala das origens de tal situação:


Do porque se criou o Estado de Israel e principalmente onde e como ele foi criado? 
De que tamanho eram suas dimensões geográficas e de como elas são atualmente? 
Para responder a essas perguntas coloco abaixo um texto na íntegra - (parte três) -  do “Claudio Daniel” um professor de Literatura que publicou um pequeno ensaio, muito bem documentado:

Claudio Daniel: O sionismo é uma forma de racismo - parte três
14/07/2014



O sionismo, tal como apresentado por Theodor Herzl no livro O estado judeu, é uma doutrina política similar a outras tendências de pensamento nacionalista em vigor na Europa na segunda metade do século 19.

Por Claudio Daniel*



Wafa
Senhora palestina guarda a chave de casa, um símbolo de resistência dos refugiados palestinos, sob o lema "nós voltaremos", ainda que saibam que as suas casas não existem mais.

A partir do Congresso Sionista realizado em 29 de agosto de 1897 na cidade de Basiléia, Suíça, o sionismo revelou-se como um movimento político internacional, responsável por atividades de organização, negociação e colonização , tendo como objetivo final o estabelecimento do estado nacional judeu. Nos anos seguintes ao congresso, Herzl realiza inúmeras viagens, buscando o apoio diplomático da Alemanha, Rússia, Inglaterra e do Império Otomano ao seu projeto.

Leia também:
Claudio Daniel: O sionismo é uma forma de racismo - parte dois
Claudio Daniel: O sionismo é uma forma de racismo - parte um

Conforme escreve André Gattaz, no livro A guerra da Palestina, Herzl encontrou-se na Rússia com dirigentes antissemitas, como os ministros czaristas Plehve e Witte, que “o informaram da disposição do czar de apoiar moral e materialmente o movimento sionista nas medidas que provocassem a diminuição da população judaica na Rússia” (GATTAZ, 2002: 24). Embora tais conversações “não tenham levado a acordos concretos”, prossegue o autor, “Herzl estabeleceu um precedente que foi seguido por diversos líderes sionistas das futuras gerações, que não hesitaram em ter relações com defensores do antissemitismo” (idem, 26).

O pacto paradoxal entre sionistas e antisssemitas foi apontado por intelectuais judeus como o professor norte-americano Norman Finkelstein, para quem “o sionismo político não desejou combater o antissemitismo, mas encontrar um modus vivendi com este” (idem, 28), fenômeno que adquiriu feições mais sombrias na II Guerra Mundial, quando as organizações sionistas colaboraram em diversas situações com os nazistas, o que foi amplamente documentado e revelado por Hannah Arendt no livro Eichmann em Jerusalém . Ao movimento sionista, era mais conveniente a segregação do que a assimilação dos judeus nos países onde viviam, porque a privação de direitos e ausência de cidadania plena poderiam ser elementos motivadores para a imigração, ao passo que a assimilação configurava um empecilho a esse projeto.

André Gattaz ressalta que o sionismo, ideologia nacionalista laica, encontrou resistência na maior parte dos rabinos europeus, para quem essa doutrina “contrariava a idéia de uma nação judaica baseada nos laços espirituais, independente do local de residência, e trazia o judaísmo para o nível de uma ideologia secular, afastando-o dos verdadeiros princípios religiosos” (GATTAZ, 2002: 28-29). Além disso, muitos consideravam o sionismo político como herético e defendiam um “sionismo espiritual, que via a Palestina como o centro cultural do judaísmo” (idem). Apesar das resistências dos rabinos tradicionalistas e dos judeus assimilados, o movimento sionista obtém a simpatia dos governos europeus, a partir do final da I Guerra Mundial, conflito no qual o Império Otomano foi derrotado pelas forças aliadas – Inglaterra, França e Estados Unidos.

Chaim Weissmann, que sucede Theodor Herzl na liderança do movimento sionista internacional, estabelece relações com líderes políticos ingleses, como Lloyd George, Herbert Samuel, Mark Sykes e Arthur Balfour, obtendo o seu apoio para a causa sionista, após “mostrar as vantagens estratégicas para a Inglaterra de um Estado judeu na Palestina” (idem, 41). Em carta endereçada a um de seus simpatizantes políticos, datada de 1914, Weissmann já afirmava que “se a Palestina ficar sob a esfera de influência britânica, e se a Inglaterra encorajar um assentamento judaico ali, como uma dependência britânica, nós poderíamos ter em 20 ou 30 anos mais de um milhão de judeus (...), que formariam uma guarda bem efetiva para o Canal de Suez” (idem).

Com efeito, como resultado do Acordo Sykes-Picot , firmado em 1916 entre Inglaterra, França, Rússia e Itália, que dividiu o Império Otomano entre as forças aliadas, coube aos ingleses o domínio sobre a Jordânia e Iraque, enquanto a França recebeu o controle administrativo do sudoeste da Turquia, Síria, Líbano e norte do Iraque. A Palestina, a princípio, ficaria sob jurisdição internacional, mas na prática foi incorporada pelo Mandato Britânico.

No início de 1917, Weissmann realizou esforços junto ao governo inglês para conseguir um compromisso formal do Império Britânico em favor da criação de um estado nacional judeu na Palestina, e o resultado foi a conhecida Declaração de Balfour, um bilhete escrito pelo secretário do exterior britânico, Lord Arthur James Balfour, ao banqueiro sionista Lord Rotschild, no qual afirmava: “O governo de Sua Majestade vê com aprovação o estabelecimento na Palestina de um lar nacional para o povo judeu, e fará todos os esforços para facilitar a obtenção de tal objetivo, ficando claramente expresso que nada será feito que possa prejudicar os direitos civis e religiosos das comunidades não judaicas na Palestina ou os direitos e status político dos judeus em qualquer pais” (idem, 43).

A declaração, sem valor legal – na época em que foi redigido, a Palestina encontrava-se sob administração do Império Otomano – contrariava as garantias que o governo inglês apresentou anteriormente ao emir de Meca, em 1915, relativas à independência da região, e recebeu críticas de diversas personalidades judaicas, inclusive de Sehundo Edwin Montagu, secretário de estado para a Índia e único membro judeu do gabinete britânico. Montagu questionou a autoridade da Organização Mundial Sionista para falar em nome de todos os judeus e profetizou, em 1917: “A Palestina irá se tornar o maior gueto do mundo” (idem, 45).

Com o final da I Guerra Mundial e o estabelecimento do Mandato Britânico na Palestina, os ingleses favoreceram uma grande imigração judaica para a região entre as décadas de 1920 e 1930, alterando o balanço demográfico da Palestina e criando condições para a formação da entidade sionista, contrariando os interesses da comunidade árabe-palestina autóctone. Conforme escreve André Gattaz: “O Mandato sancionou, entre as potências aliadas vitoriosas, a Declaração de Balfour, e transformou o sionismo em política de Estado britânica, determinando o destino da Palestina” (idem, 54). Nos anos seguintes, o Iraque declarou a sua indcependência em 1932; o Líbano, em 1943; a Síria, em 1944, e a Jordânia, em 1946. “Apenas no caso da Palestina o Mandato, com suas contradições inerentes, não levou à independência reconhecida provisoriamente na Carta das Nações, porém aos conflitos que permanecem até os dias de hoje” (idem, 57).

A administração britânica favoreceu não apenas a imigração massiva de judeus, mas também a criação de um verdadeiro estado dentro do estado: os sionistas criaram os seus próprios bancos, escolas, empresas agrícolas, industriais, comerciais e universidade, tornando cada vez mais frequente a presença da bandeira com a estrela de David nos estabelecimentos judaicos . O primeiro assentamento sionista surgiu em 1909; cinco anos depois, já eram catorze, e os camponeses palestinos eram sumariamente expulsos, porque nas empresas agrícolas formadas pelos sionistas apenas trabalhadores judeus eram aceitos. Em 1914 é fundada a cidade judaica de Tel Aviv, que três décadas mais tarde seria a capital da entidade sionista. Nesse mesmo ano, conforme cita André Gattaz, 85 mil judeus viviam na Palestina, ao lado de 580 mil árabes (85% muçulmanos, 15% cristãos). “Após os anos da Primeira Guerra Mundial, a imigração retomou volumes expressivos, e só nos cinco primeiros anos da década de 1920 chegaram à Palestina mais de 89.000 judeus, que criaram as condições para os futuros conflitos ao transformar a sociedade local em detrimento de seus antigos habitantes” (idem, 60-61).

A comunidade árabe-palestina, frustrada pelo não-cumprimento das promessas feitas pelos ingleses de autogoverno e soberania nacional, reagiu realizando greves, manifestações políticas e ataques a instalações da administração britânica, violentamente reprimidas pelas forças de ocupação e também pelas milícias paramilitares criadas pelos sionistas, a Irgun e a Haganá, que dispunham de armas modernas e eram toleradas pelo governo britânico. “Os conflitos tornaram-se mais intensos a partir de 1933”, escreve André Gattaz, “quando grandes quantidades de judeus refugiados da Alemanha e Polônia chegaram à Palestina” (idem, 59).

Apenas em 1935, vieram imigrantes 60.000 judeus, e ao final da década de 1930 a comunidade judaica somava 445.000 pessoas, numa população total de 1.500.000 indivíduos. Os conflitos entre árabes e judeus tornaram-se mais intensos entre 1935 e 1939, destacando-se o movimento liderado em 1935 pelo mufti Haj Amin, que conclamou os palestinos a não pagarem taxas às autoridades britânicas e a boicotar as lojas dos imigrantes sionistas. No ano seguinte, os palestinos realizaram uma greve geral que durou sete meses, com violentos confrontos entre trabalhadores e a polícia britânica. O movimento grevista evolui e assumiu um caráter insurrecional que durou até meados de 1939. O episódio é assim relatado por André Gattaz:

Durante os primeiros meses da rebelião, enquanto ainda durava a greve geral, os árabes atacaram tropas e postos policiais britânicos e assentamentos judeus, sabotando rodovias, ferrovias e oleodutos construídos pelos sionistas e ingleses. A administração britânica trouxe reforços da Inglaterra, Egito e Malta para controlar a situação, impondo toques de recolher, prisões em massa, multas coletivas, e destruição de casas, além de apelar aos demais líderes árabes para que interviessem em favor do final da greve. Ao mesmo tempo, anunciava-se a criação de uma comissão real para investigar a causa dos distúrbios – a Peel Comission (idem, 67).
 
A comissão real nomeada pelo governo britânico avaliou a situação e sugeriu a partilha da Palestina entre árabes e judeus, proposta que desagradou tanto aos nacionalistas palestinos quanto aos colonos sionistas, mas que seria retomada em 1947, quando a Organização das Nações Unidas aprovou a criação de dois estados na Palestina, um árabe, outro judeu. Conforme demonstra Edward Said no livro A questão da Palestina, o Estado de Israel, desde o seu surgimento, entrou em contradição com a própria Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948), com o Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos (1966) e as declarações da Comissão de Direitos Humanos da ONU, que estabelecem direitos básicos e universais do ser humano, tais como:

a. Todos têm o direito, sem distinção de qualquer espécie, tais como raça, cor, sexo, língua, religião, convicção política ou outra, origem nacional ou social, propriedade, nascimento, casamento, ou outro estado civil, de retornar a seu país.

b. Ninguém deve ser arbitrariamente privado da sua nacionalidade ou forçado a renunciar a ela como meio de privá-lo do direito de retornar a seu país.

c. Ninguém deve ser arbitrariamente privado do direito de entrar em seu próprio país.

d. Ninguém pode ter negado o direito de retornar a seu próprio país sob pretexto de não ter passaporte ou qualquer outro documento de viagem.
(in SAID, 2011: 55)
 
O que o Estado de Israel realizou, entre 1948 e 1949, durante o primeiro conflito armado entre árabes e israelenses, foi exatamente o contrário do estipulado pela ONU: privou os palestinos de seu país, tomando a parte que caberia a um futuro estado árabe, tal como proposto inicialmente na partilha da Palestina, destruiu mais de 400 aldeias palestinas, entre elas a de Deir Yassim, em que 250 homens, mulheres e crianças palestinas foram massacrados (num gesto de macabra ironia, os sionistas criaram no local um museu dedicado às vítimas do Holocausto), e levou cerca de 750 mil palestinos a um êxodo forçado, que se tornou conhecido internacionalmente como Nakba (em árabe النكبة ,“catástrofe”).

Os refugiados palestinos foram proibidos pelas autoridades israelenses de retornarem a suas terras e casas, confiscadas pelo estado sionista – proibição estendida a seus filhos e netos, que hoje somam mais de cinco milhões de palestinos, distribuídos em comunidades que residem no Líbano, na Síria, na Jordânia, no Iraque e em outros países do Oriente Médio. Milhares de palestinos buscaram refúgio na Faixa de Gaza, que pertenceu ao Egito até 1967, quando foi tomada por Israel, na Guerra dos Seis Dias, outros permaneceram na Cisjordânia, em Jerusalém Oriental e outras cidades que passaram à administração sionista. Como o novo Estado de Israel afirmou-se, desde o início, como um estado judaico, aplicando critério étnico e religioso para a definição da nacionalidade, os chamados árabes israelenses (cristãos e muçulmanos) converteram-se em cidadãos de segunda classe, sem o benefício de direitos plenos de cidadania, reservados apenas aos cidadãos judeus.

O hebraico foi adotado como língua oficial do país, que adotou uma legislação que garante amplos benefícios aos judeus estrangeiros que imigrem para a região, ao mesmo tempo que limita o máximo possível os direitos da comunidade árabe. A segregação racial aplicada pelos sionistas na Palestina só encontra paralelo nas famigeradas Leis de Nuremberg, aprovadas na década de 1930 na Alemanha, e no sistema do apartheid imposto pela minoria branca na África do Sul sobre a maioria negra, que subsistiu até meados da década de 1990 (não por acaso, Israel foi um dos maiores aliados do regime sul-africano, colaborando inclusive em seu programa de desenvolvimento de armas nucleares). Israel tem um vasto currículo de desrespeito aos direitos humanos, que inclui a demolição de casas de palestinos suspeitos de terem relações com membros do Hamas (forma de punição coletiva implementada desde os anos 1920 pelas autoridades britânicas), destruição de oliveiras e abate de rebanhos pertencentes a palestinos, prisão e tortura de mulheres e crianças, sem mandado judicial, acusação prévia ou direito de defesa, para citarmos poucos exemplos.

Segundo relatório divulgado pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha, cerca de 700 crianças palestinas são detidas todos os anos para interrogatórios ou confinamentos. As prisões em geral são feitas de noite ou de madrugada, num clima de terrorismo que inclui quebrar portas ou disparar balas para o alto, aterrorizando as crianças e suas famílias. Há registros de ocorrências de tais atos de violência em Al-aroub Camp, Bit-rima, aldeia perto de Ramallah City, Bit Ummar aldeia, Nabi Saleh, e em outras comunidades palestinas. Cerca de 35% das crianças palestinas detidas são submetidas a assédio sexual de vários tipos. A associação Alsajeen gravou depoimentos de crianças vítimas de assédio sexual, inclusive ameaças de estupro.

Os maus-tratos incluem ainda espancamentos, humilhação verbal e várias formas de violência que atingiram 80% das crianças detidas, segundo o B'Tselem, Centro de Informação Israelense para os Direitos Humanos. Esta entidade aponta ainda a prática de tortura física e psicológica nos menores, como a privação do sono, golpes nas mãos, obrigar as crianças a ouvirem música em volume altíssimo, mantê-las por várias horas sentadas em pequenas cadeiras, confinamento em celas escuras, ameaça de demolição de suas casas e até o aprisionamento de seus familiares. Israel utilizou diversas vezes armas proibidas por leis internacionais, como bombas de fósforo branco (artefatos incendiários que podem causar ferimentos terríveis ou morte por queimadura, inalação ou ingestão), bombas de fragmentação (artefato explosivo que libera projéteis ou fragmentos menores em alta velocidade e em todas as direções, com o objetivo de causar um grande número de vítimas, sobretudo crianças) e bombas de urânio empobrecido (consideradas pelos especialistas como um tipo de armamento nuclear), que provocam horríveis deformações nas vítimas, além de afetar outras gerações, por herança genética.) em seus repetidos ataques à Faixa de Gaza.

Israel, única potência nuclear do Oriente Médio, com um arsenal não declarado de cerca de 200 ogivas, é talvez o único país do mundo que não possui uma Constituição, assim como não tem fronteiras delimitadas: após a anexação das terras palestinas, entre 1947 e 1949, Israel ocupou territórios da Síria (colinas de Golã), do Líbano (fazendas Cheeba), do Egito (deserto do Sinai, restituído após os acordos de Camp David) e da Jordânia (Cisjordânia, hoje território administrado pela Autoridade Nacional Palestina, com soberania limitada pela ocupação sionista), nas guerras realizadas entre 1948 e 1982. O povo palestino vive hoje em regime de segregação racial, privado de direitos elementares e sofrendo constantes abusos e violências por parte do estado e dos colonos sionistas, sem contar com o apoio de leis ou instituições internacionais.

Confinados em menos de 23% do território original da Palestina, sofrem o severo bloqueio econômico imposto à Faixa de Gaza, onde o partido político Hamas venceu eleições democráticas, com a participação de observadores internacionais, e um regime de “liberdade vigiada” (cada vez menos livre, cada vez mais vigiada) na Cisjordânia, administrada pela Autoridade Nacional Palestina, onde cresce o número de assentamentos judaicos, com o objetivo de inviabilizar a possibilidade geográfica, econômica e social de estruturação de um estado palestino autônomo. O sonho colonialista de Theodor Herzl, tornado realidade meio século após o Congresso Sionista da Basileia, converteu-se, para os palestinos, no mais cruel de todos os pesadelos.

*Claudio Daniel é poeta, professor de Literatura Portuguesa e editor da revista Zunái. 


Referências bibliográficas

ARENDT, Hannah. Eichmann em Jerusalém – um relato sobre a banalidade do mal. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.

FINKELSTEIN, Norman. A indústria do Holocausto. Rio de Janeiro: Record, 2001. Na internet (em PDF): http://resistir.info/livros/filkenstein_pt.pdf

GATTAZ, André. A guerra da Palestina. São Paulo: usina do livro, 2002.

HERZL, Theodor. O estado judeu. Ensaio de uma solução da questão judia. São Paulo: Tipografia-editora Monte Scopus, 1956.

LANGE, Nicholas. Povo judeu. São Paulo: Edições Folio, 2008.

SAID, Edward. Orientalismo. O Oriente como invenção do Ocidente. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.

____ . A questão da Palestina. São Paulo: Editora da UNESP, 2011.

SAND, Shlomo. A invenção do povo judeu. São Paulo: Benvirá, 2011.

____ . A invenção da terra de Israel. São Paulo: Benvirá, 2014.


Reportagens na forma de histórias em quadrinhos:

SACCO, Joe. Notas sobre Gaza. São Paulo: Schwarcz Editora, 2010.

_____. Palestina. São Paulo: Conrad, 2011.


Documentários disponíveis em vídeo na internet:

The zionist story (legendas em português), https://www.youtube.com/watch?v=3jNYlUj2gMU

Ocupation 101 – A voz da maioria silenciada (legendas em português), https://www.youtube.com/watch?v=H8CUdOZayu4

Al-Nakba (legendas em português), https://www.youtube.com/watch?v=-M9Hm49sS7Y
Depoimento de Norman Finkelsten,
https://www.youtube.com/watch?v=oubv7uimM18

Para que não fiquemos reféns dos "hasbaras" da mídia, que querem formar nossa opinião com esteriótipos. 




terça-feira, 15 de julho de 2014

OS BRICS FUNDAM UM BANCO




BRICS

B – BRASIL
R – RÚSSIA
C – CHINA
 I -  INDIA
 S – SOUTH ÁFRICA


O Conjunto alternativo contém aproximadamente mais da metade da população do planeta!!
Para os desconfiados do FMI e CEU....kkk

“Os líderes de Brasil, China, Índia, Rússia e Africa do Sul – grupo conhecido como Brics – lançaram nesta terça-feira em Fortaleza o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), ou Banco dos Brics - uma instituição financeira voltada para o financiamento de "projetos de infraestrutura e de desenvolvimento" em países pobres e emergentes.

Acredita-se que o novo banco possa representar uma equivalente “emergente” ao Banco Mundial, um órgão internacional tradicionamente dirigido por um representante dos Estados Unidos, com aporte americano significativo”.

“ONGs e movimentos da sociedade civil que fazem um encontro paralelo à cúpula de chefes de Estado em Fortaleza ressaltam a necessidade de garantir que os projetos financiados pelos recursos do banco realmente promovam "desenvolvimento".

"O problema é que, ao que tudo indica, esse banco vai continuar a financiar megaprojetos de infraestrutura que só beneficiam os líderes políticos e as empresas neles envolvidas", diz Carlos Tautz, do Instituto Mais Democracia.

"Ninguém está falando em financiar hospitais, escolas ou saneamento básico para beneficiar diretamente as populações desses países."

Pessoalmente, acho uma inocente pretensão pensar que a grana do Bco. dos BRICS vá ser usada para resolver mazelas sociais que cabem aos Estados e seus governantes??...Aliás, aqui na América do Sul já foi criado o "UNASUL" que é um Banco para emprestar dinheiro para programas de assistência social e infra-estrutura. Se funciona não sa sabe..

A grana a ser depositada no BRICS será para cobrir possíveis atrasos de pagamentos de exportações, feitas de um parceiro para outro. 

“O projeto do banco dos Brics vem sendo discutido desde 2012 em Durban – Ásfrica do Sul... Em Durban ficou decidido que o banco deve ter um capital de US$ 50 bilhões - aportado em quantias iguais pelos cinco Brics - e o ACR incluirá reservas de US$ 100 bilhões, sendo que US$ 41 bilhões virão da China; Brasil, Rússia e Índia, entrarão com U$ 18 bilhões cada; e África do Sul, com US$ 5 bilhões”.

Ficou decidido que a sede do Bco. dos BRICS será em Xangai. 

O futuro dirá no que vai dar essa “ousadia” internacional por parte de países importantes, mas considerados periféricos,  no cenário geopolítico mundial. Se vai mesmo pra frente ou vai apenas servir de pirotecnia para Putin não ficar tão isolado, pós "nova" Criméia e os conflitos do leste da Ucrânia.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/07/140711_banco_brics_ru.shtml

domingo, 13 de julho de 2014

NÃO TORCEREI PELA ALEMANHA


NÃO TORCEREI PELA ALEMANHA

13/07/14

Diferente do que toda a mídia nativa anda induzindo a combalida população pelo estupro sofrido na Paixão Nacional, o futebol, não irei torcer pela Alemanha. Não tenho vocação prá "mulher-de-malandro". Mas também não começarei a ver o jogo torcendo pela Argentina. Assistirei o jogo com a mente imparcial e no decorrer da partida verei quem merece ganhar a Copa do Mundo 2014-Brasil.

Não é porque os alemães se cotizaram em R$ 30.000,00;  - €10.000,00, menos de 10 salários mínimos alemães, que está hoje em €1.650,00 - ; para que a “Tribo Pataxós” de Sta. Cruz de Cabrália possa comprar uma ambulância para a Tribo, que irei dar minha torcida para a Seleção que derrotou o Brasil em 7 x 1!.
Aliás, ficarei contente se a Copa ficar na América Latina, mesmo que com nossos arquirrivais argentinos.

Se a Argentina ganhar será por merecimento, pois sei que eles vão entrar em campo com a faca nos dentes, diferente da postura dos nossos emotivos “meninos” em choro, só por estarem ouvindo o Hino Nacional cantado pela torcida...Francamente... Comédia para a mídia que adora o circo das emoções.

Daqui a 50 anos, meus bisnetos estarão comentando com seus filhos que, em 2014 o Brasil, na época Pentacampeão, perdeu a Copa do Mundo dentro de casa pelo absurdo placar de 7 x 1 para os alemães! Um vexame no mundo do futebol, histórico, que foi ratificado na disputa pelo 3º lugar com Brasil 0 x 3 Holanda, na rica história do futebol brasileiro que dificilmente será superado!


No jogo de hoje, que dirá quem é o Campeão da Copa 2014, que vença o melhor.  

sexta-feira, 4 de julho de 2014

COPA DO MUNDO 2014 - NEYMAR E ZÚÑIGA


NEYMAR E A AGRESSÃO CRIMINOSA DE ZÚÑIGA



Neymar sofre lesão na coluna e está fora da Copa do Mundo FABRIZIO BENSCH/AFP


04/07/2014
Quartas de Final da Copa 2014: Brasil 2 x 1 Colômbia. A Seleção colombiana está eliminada da Copa do Mundo 2014 – Brasil.
Porém, faltando uns 0,15’ para terminar a partida, o placar já com os 2 x 1, o lateral colombiano Zúñiga, camisa 18, deu uma entrada com o joelho nas costas do atacante Neymar - camisa 10-  e fez com que o craque brasileiro acabasse indo para o hospital.  (O juiz na hora não deu nem falta)??!!
Segundo consta, Neymar sofreu uma lesão em uma vértebra lombar, que não só vai tirá-lo da Copa, como provavelmente ficará um ou dois meses longe dosa campos.
A troco de que o lateral colombiano fez tamanha falta?  Adrenalina ou bronca pelo resultado que já anunciava o triste final da Colômbia no mais famoso torneio de futebol no mundo? A  falta foi brutal!
Sei que foi cruel para Neymar e para todos os brasileiros, também o foi  para os amantes do bom futebol pelo mundo.

Porém fica a pergunta: Porém fica uma pergunta com relação à falta contra o Neymar: Porque o juiz espanhol “Carlos Velasco” não acusou nem falta para o lateral colombiano “Zuñiga” ao ter dado uma joelhada na costa do craque Neymar??? Essa é a pergunta que só a FIFA pode responder. Ele deu falta em jogadas bem menos graves? A arbitragem criou um mártir para a Copa do Mundo brasil 2014. Para glória da TV Globo e especulações da mídia esportiva por todo o mundo.  

Para se entender o que o colombiano fez com Neymar: 

 http://zh.clicrbs.com.br/rs/esportes/copa-2014/noticia/2014/07/neymar-sofre-lesao-na-coluna-e-esta-fora-da-copa-do-mundo-4543976.html

Afinal, quem é o brasileiro Neymar e quem é o colombiano Zúñiga? Abaixo eu coloquei algumas informações básica que encontrei no Google: 

Neymar da Silva Santos Júnior, mais conhecido por Neymar ou Neymar Júnior (Mogi das Cruzes, 5 de fevereiro de 1992) – 22 anos -  é um futebolista brasileiro que atua como atacante, atualmente joga pelo Barcelona.
Altura 1,75 m;  Pé – Ambidestro;  Apelido, “Menino da Vila”
Clubes da Juventude: 1998 a 2003 = Portuguesa Santista; 2003 a 2008 = Santos F.C.
Em atividade profissional: a partir de 2009 – Santos Futebol Clube.
Atualmente no Barcelona – Atacante.

Seleção Nacional:
2009 – Sub-17  - 3 jogos – 1 gol.
2011 -  Sub 20   - 7 jogos -  9 gols
2012 -  Sub 23   -  7 jogos – 4 gols
2010 -  Copa      - 53 jogos – 35 gols

Jogos Olímpicos de Londres 2012 – Prata. 
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Juan Camilo Zúñiga Mosquera, (Chigorodó – Colômbia - 14 de dezembro de 1985) – 38 anos - é um futebolista colombiano que atua como lateral. 
Atualmente, joga pelo Napoli. Posição Lateral.

2005 a 2008 – Clube Atlético Nacional – 123 jogos – 9 gols.
2008 a 2009 -  Clube Siena – 28 jogos – 0 gols.
2009 a 2014 -  Nápoli – 118 jogos – 4 gols.

Seleção Nacional – 2005 / 2007 – 51 jogos – 1 gol.

Copa Itália – 2011 – 2012 – 2013 - 2014