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domingo, 22 de maio de 2011

Chamam-na democracia. E não é



Cartáz de uma jovem na pça Puerta del Sol, onde se le: "Se não me deixas sonhar, não te deixarei dormir".

Chamam-na democracia. E não é
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CHAMA-NA DE DEMOCRACIA. E NÃO É

VIA SITE: OUTRASPALAVRAS.COM.BR

http://www.outraspalavras.net/2011/05/21/chamam-na-democracia-e-nao-e/


By admin– 21/05/2011


“Quem dita as regras do jogo são formidáveis corporações econômico-financeiras”, diz escritor Carlos Taibo à Puerta del Sol ocupada

Por Carlos Taibo | Tradução: Luis F. C. Nagao


Nós, que estamos aqui, somos certamente, pessoas muito diversas. Temos projetos e ideais diferentes. Já conseguimos, contudo, nos colocar de acordo em um punhado de ideias básicas. Tentarei resumi-las de maneira muito rápida.

Primeira. Chamam-na democracia e não é. As principais instituições e, com elas, os principais partidos têm mostrado enorme capacidade para funcionar à margem do ruído incômodo que emite a população. Os dois partidos mais importantes, em particular, encenam há tempos uma confrontação aparentemente dura, que esconde, em essência, uma identidade de ideias. Um e outro mantêm em suas fileiras, por certo, a pessoas de moralidade mais que duvidosa. Não é difícil adivinhar o que há por trás: na realidade, quem dita as regras do jogo são formidáveis corporações econômico-financeiras.

Segunda. Somos vítimas com frequência de grandes cifras que nos são impostas. Em maio de 2010, por exemplo, a União Europeia exigiu do governo espanhol que reduzisse em 15 bilhões de euros os gastos públicos.

Para compreender, vale a pena uma rápida comparação com outras cifras. Há alguns anos, esse governo espanhol que acabo de mencionar destinou, a princípio, 9 bilhões de euros ao saneamento de uma única instituição de poupança, a de Castilha-La Mancha, que estava à beira da falência. Estou falando, portanto, de uma cifra que se aproximava a dois terços da exigida em cortes pela União Europeia. Durante dois anos fiscais consecutivos, esse mesmo governo ofereceu 400 euros a todos os que fazemos uma declaração de renda. A todos o mesmo, diga-se de passagem: do senhor Botín1 ao cidadão mais pobre. Segundo estimativas, esse presente custou, a cada ano, 10 bilhões de euros. Estou falando do mesmo governo, que se autointitula socialista, que não vacilou em suprimir o imposto sobre patrimônio (que pela lógica incide sobre os ricos), enquanto incrementava outro tributo, o IVA2, que castiga os pobres. O mesmo governo, por fim, que nada faz para lutar contra a fraude fiscal e que mantém a legislação mais frouxa da União Europeia no que toca a evasão de capitais e paraísos fiscais.

Terceira. Se há um deus que adora políticos, economistas e muitos sindicalistas, esse deus é o da competitividade. Qualquer pessoa com cérebro sabe, contudo, em que se traduziram, para a maioria dos que estão aqui, os formidáveis lucros nos últimos anos, em matéria de competitividade: salários cada vez mais baixos, jornadas de trabalho cada vez mais prolongadas, direitos sociais que retrocedem, precariedade por todas as partes.


Não é difícil identificar as vítimas de tanta miséria. A primeira a são os jovens, que engrossam maciçamente nosso exército de reserva de desempregados. Se não houvesse muitas tragédias por trás, seria divertido examinar esta evolução terminológica, que há cinco anos criou a expressão mileuristas3 para retratar uma situação delicada. Hoje, somos tentados a falar em quinhentoseuristas e amanhã, se as coisas persistirem como vão, seremos obrigados a inventar trezentoseuristas.

A segunda vítima são as mulheres, sempre com os piores salários e condenadas a ocupar as escalas inferiores da pirâmide produtiva, muitas vezes obrigadas a fazer o trabalho doméstico. Uma terceira vítima são os esquecidos de sempre: os anciãos, ignorados em particular por esse dois maravilhosos sindicatos, Comissões Operárias e UGT, sempre dispostos a firmar o infirmável. Não quero esquecer, um quarto e último lugar, nossos amigos imigrantes, convertidos, segundo as conjunturas, em mercadorias de reposição. Estou falando, ao fim e ao cabo, de uma pequena minoria da população: jovens, mulheres, anciãos e imigrantes…

Quarta. Não quero deixar no esquecimento os direitos das gerações vindouras e, com eles, os das demais espécies que nos acompanham no planeta Terra. Digo-o porque neste país confundimos há muito crescimento e consumo, por um lado, com felicidade e bem-estar, por outro. Falo do mesmo país que permitiu, orgulhoso, o enorme aumento de sua pegada ecológica e a ruptura de precários equilíbrios ambientais. Aqui estão, para testemunhá-lo, a idolatria do automóvel e de sua cultura, esses maravilhosos trens de alta velocidade que permitem que os ricos se movam com rapidez enquanto deterioram-se as alternativas de transporte ao alcance das classes populares, a destruição talvez irreversível, de nosso litoral ou, para não esquecer, a dramática desaparição da vida rural. Nada retrata melhor onde estamos que a posição da Espanha diante do aquecimento global. Estamos no último vagão da União Europeia, com um governo que alimenta a vergonhosa compra de cotas de contaminação em países pobres que não estão em condições de esgotar as suas.

Quinta. Entre as reivindicações levantadas pela plataforma que promove estas manifestações e concentrações, uma refere-se expressamente à urgência de reduzir o gasto militar. Parece de grande pertinência, ainda mais porque, nos últimos anos, pudemos comprovar como nossos diferentes governantes rebaixaram de maneira muito sensível a ajuda ao desenvolvimento. Nunca será demais repetir: o momento mais tétrico de nossa crise nos coloca num cenário claramente preferível ao momento mais confortável da situação da maioria dos países do Sul.

Volto, contudo, ao gasto militar. Este último, visivelmente subestimado, responde a dois grandes objetivos. O primeiro é manter a Espanha no núcleo dos países poderosos, com os deveres correspondentes, em matéria de apoio às guerras de rapina global que os Estados Unidos lideram. O segundo vincula-se com a vontade de preservar franco apoio ao que fazem tantas empresas espanholas no exterior. Alguém já teve notícia de que algum porta-voz do Partido Socialista ou do Partido Popular se atreveu a criticar, ainda que levianamente, as violações de direitos humanos básicos praticadas por empresas espanholas na Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Argentina ou Brasil?

Acabo. Gostaria nestas horas de recordar alguém que nos deixou em Madri, na última terça-feira. Falo de Ramón Fernández Durán, que iluminou nosso conhecimento no que respeita às misérias do capitalismo global e nos alertou sobre o que nos espera nesta verdadeira idade das trevas em que, se não lutarmos, entraremos a força. Não me ocorre melhor maneira de fazê-lo que resgatar uma frase repetida muitas vezes por meu amigo José Luis Sampedro, cuja saudação escutaremos, por certo, dentro de uns minutos. A frase em questão, que reflete com muita clareza nossa intenção dessa tarde, foi pronunciada por Martin Luther King, o principal animador do movimento de direitos civis nos Estados Unidos, cinquenta anos atrás. Diz assim: “Quando refletirmos sobre nosso século, o que nos parecerá mais grave não serão os urros dos maus, mas o silêncio dos bons”. Obrigado por terem me escutado.


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1 Referência a Emílio Botín, o principal acionista do grupo financeiro Santander – nota do tradutor

2 Semelhante ao ICMS brasileiro, o IVA incide sobre o preço das mercadorias, independentemente da renda de quem as adquire. Por isso, é insignificante para os endinheirados e onera os monetariamente pobres – nota do tradutor

3 O termo mileuristas designa, na Espanha, profissionais qualificados forçados a aceitar empregos precários, em que recebem em torno de mil euros – nota do tradutor

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sexta-feira, 20 de maio de 2011

O POVO NAS PRAÇAS DA ESPANHA



(FOTO: EL PAÍS.COM)

http://politica.elpais.com/politica/2011/05/20/actualidad/1305920877_763863.html

Dezenas de milhares de espanhois na pça "Puerta del Sol"
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Claro que o Governo espanhol se ve obrigado a aceitar as dezenas de milhares de cidadãos nas ruas e pças do país e tem de ficar na dele. Vão fazer o que contra uma pça lotada de gente, onde até as ruas de acesso já estão tomadas??

Quanto a proibição de qualquer propaganda eleitoral, é para que nenhum partido político se aproxime da massa de manifestantes. Assim, a "ilegalidade" do movimento é mantida segundo as leis vigentes.

São inúmeras as reinvidicações dos manifestantes, desde o fim da "SIND", uma lei que permite certos atos de censura na Internet, até mais empregos, melhores condições de saúde, melhores salários, transporte urbano, etc etc.

É o Povo nas ruas e pças de Barcelona. Qualquer semelhança com as manifestações no Magrebe, não é mera coincidência.

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Depoimento da professora Amanda Gurgel


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Vez por outra, surge um momento de VERDADE sobre o que acontece com a existência do povão brasileiro.

O singelo, breve, mas contundente discurso da Professora Amanda Gurgel, expõe a nú a triste condição dos Professores do Ensino Público no país.

Uma Professora com grau de especialização ganhar R$930,00/mes por cada período de aula; (tendo de fazer outros períodos em outras escolas pra ter no fim do mes uma renda mínima de sobrevivência); enquanto políticos circenses ganham R$26.000,00/mes, fora as mordomias, chega a ser hilário se não fosse trágico.

Muitas das nossas Escolas Públicas, principalmente no ensino básico, mal passam de creches onde as mães deixam seus filhos para serem alimentados e mantidos fora das ruas.

Estamos gerando hordas de adolescentes semi-analfabetos ou anafabetas funcionais, como gostam de chamar os "estudiosos" do assunto, que logo estarão com 18 anos, cheios de sonhos e ilusões, mas condenados a uma existencia sem futuro. Serão mão-de-obra barata com capacidade de apenas assinar o holerite.

Valeu o breve e sincero desabafo da Professora, Amanda Gurgel, meu modesto apoio a toda a Classe; com o "cuscuz alegado" e tudo mais!!

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terça-feira, 17 de maio de 2011

Gaga deixa hotel de capacete viking com chifres - Famosos - Virgula



Gaga deixa hotel de capacete viking com chifres - Famosos - Virgula
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Pois é, a doidivana conseguiu fama e dinheiro que ratificam suas "porralokisses".

Não contente com suas perfomances sofisticadas de bailarina de boate de putaria, mais uma tropa de dançarinos bem sincronizados, a discípula abusada da Madona resolveu agora trazer para a convívio do cotidiano, as fantasias que veste nas filmagens dos vídeos de dança erótica.

De modo que, com a publicidade dos 10milhões de fãs arrebanhados no seu Twitter, mais seu último vídeo cujo tema fala do tesão de uma mulher por Judas; aproveitando-se dos escândalos de pedofilia da Igreja; não exita Gagá em sair do hotel com um grande crussifixo dourado, pendurado sobre o vestido preto à altura do seu orgão genital.

E falar o que? Do socialista sexagenário Diretor Gerente do FMI e suas investidas contra a pobre camareira de um hotel de luxo em Manhattan? Não voto na França. Voto no Brasil, onde certos "políticos" comem adolescentes de famílias pobres do interior; quando elas não estão se oferecendo aos turistas endinheirados nas nossas praias paradisíacas.

E "vamo que vamo"..."To pagando..." não é o que diz o quadro humorístico na TV?

Tento imaginar como estará a área daqui uns 100 ou 200 anos? Gente fazendo sexo nas calçadas, como os cachorros, enquanto as pessoas passam indiferente? Um dos transeuntes para, tira o pau pra fora e bate uma punheta?

Me tranquilizo em saber que não estarei presente.

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domingo, 15 de maio de 2011

SANTOS FUTEBOL CLUBE - CAMPEÃO BI-PAULISTA 2011
















SANTOS 2 x 1 CORINTHIANS - VICE-CAMPEÃO PALISTA 2011

SANTOS FUTEBOL CLUBE BI-CAMPEÃO PAULITAS - FORA O SHOW DE BOLA!! 2011!!

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UE: Trato de Schengen em discussão | euronews, mundo

UE: Trato de Schengen em discussão | euronews, mundo
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Vamos deixar de conversinhas sobre "reformas" do Tratado de Schengen. Está mais que visível que a conotação racistas contra os descendentes africanos do Magrebe.

sábado, 14 de maio de 2011

RUDÁ RICCI: Cachorro Velho

RUDÁ RICCI: Cachorro Velho
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Cachorro Velho

Uma velha senhora foi para um safari na África e levou seu velho cão vira-lata com
ela. Um dia, caçando borboletas, o velho cão, de repente, deu-se conta de que estava perdido. Vagando a esmo, procurando o caminho de volta, o velho cão percebe que um jovem leopardo o viu e caminha em sua direção, com intenção de conseguir um bom almoço ...
O cachorro velho pensa:

-'Oh, oh! Estou mesmo enrascado ! Olhou à volta e viu ossos espalhados no chão por perto. Em vez de apavorar-se mais ainda, o velho cão ajeita-se junto ao osso mais próximo, e começa a roê-lo, dando as costas ao predador ... Quando o leopardo estava a ponto de dar o bote, o velho cachorro exclama bem alto:

-Cara, este leopardo estava delicioso ! Será que há outros por aí ?

Ouvindo isso, o jovem leopardo, com um arrepio de terror, suspende seu ataque, já quase começado, e se esgueira na direção das árvores.

-Caramba! pensa o leopardo, essa foi por pouco ! O velho vira-lata quase me pega!

Um macaco, numa árvore ali perto, viu toda a cena e logo imaginou como fazer bom uso do que vira: em troca de proteção para si, informaria ao predador que o vira-lata não havia comido leopardo algum... E assim foi, rápido, em direção ao leopardo. Mas o velho cachorro o vê correndo na direção do predador em grande velocidade, e pensa:

-Aí tem coisa!
O macaco logo alcança o felino, cochicha-lhe o que interessa e faz um acordo com o leopardo.O jovem leopardo fica furioso por ter sido feito de bobo, e diz:

-'Aí, macaco! Suba nas minhas costas para você ver o que acontece com aquele cachorro abusado!'
Agora, o velho cachorro vê um leopardo furioso, vindo em sua direção, com um macaco nas costas, e pensa:

-E agora, o que é que eu posso fazer?

Mas, em vez de correr (sabe que suas pernas doloridas não o levariam longe...) o cachorro senta, mais uma vez dando costas aos agressores, e fazendo de conta que ainda não os viu, e quando estavam perto o bastante para ouvi-lo, o velho cão diz:

-Cadê o desgraçado daquele macaco? Tô morrendo de fome! Ele disse que ia trazer outro leopardo para mim e não chega nunca!
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kkkkkkkkkkkkkkkkkk....Muito boa!!

Garoto afegão é morto em invasão da OTAN - NYTimes.com

Garoto afegão é morto em invasão da OTAN - NYTimes.com
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LinkedinDiggMySpacePermalink. CABUL, Afeganistão -

Pela segunda vez em três dias, uma invasão da noite no leste do Afeganistão pela NATO forças resultou na morte de uma criança, desencadeando protestos no sábado, que se tornou violento e acabou com a morte de um menino de segundo.

Um porta-voz da NATO pediu desculpas pela morte da criança, que teve lugar na madrugada de sábado na província ocidental de Nangahar, no Distrito Hesarek, uma área remota perto de cultivo da papoila para Cabul e na província de Província de Logar. Não tem sido quase nenhuma presença da NATO não durante a guerra, ea área é pensado para ser fortemente penetrada pelo Taliban.

O governador de distrito, Abdul Khalid, disse que temia um ataque talibã no centro do governo e chamou a ajuda de forças locais de segurança afegãs. Ao mesmo tempo, houve uma invasão, ele disse. "As forças americanas fizeram uma operação e equivocadamente matou um estudante da quarta série, ele tinha ido dormir em seu campo e tinha uma espingarda ao lado dele", disse ele.

"As pessoas ficam com eles para espingardas de caça, não para quaisquer outros fins", disse Khalid disse.

O menino era filho de um soldado do exército afegão Nacional, de acordo com Noor Alam, o diretor da escola que o estudante participou. Embora o menino tinha 15 anos, como muitos afegãos rural, ele estava em um grau menor, porque ele não tinha sido capaz de ir à escola regularmente, disseram moradores.

Quando chegou a manhã, uma multidão enfurecida se reuniram em Narra, vila do garoto, e mais de 200 pessoas marcharam com o seu corpo para o centro do distrito.
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"UM PORTA DA VOZ DA NATO PEDIU DESCULPAS PELA MORTE DO GAROTO..."(???????)

Desculpas eu peço quando piso no pé de alguém no lotado vagão do Metrô ou dentro de um ônibus.

Militares da OTAN invadiram a casa da família, de madrugada, encontraram um garoto dormindo ao lado da sua espingarda de caça, (comum na região), e o mataram!

O garoto tinha 15 anos e era estudante da quarta série.

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El mundo según Monsanto. En español y completo.

YouTube - El mundo según Monsanto. En español y completo.

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sexta-feira, 13 de maio de 2011

El abismo xenófobo · ELPAÍS.com

El abismo xenófobo · ELPAÍS.com
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EL ABISMO XENÓFOBO

Por:
JOSÉ IGNACIO TORREBLANCA


Han bastado poco más de 20.000 tunecinos para poner en cuestión uno de los mayores logros de la integración europea: la supresión de los controles fronterizos entre los Estados miembros establecida por el acuerdo de Schengen de 1985. Un dato ilustra a la perfección hasta qué punto Europa se dirige al abismo de la xenofobia: la supresión de controles internos entre los Estados miembros de la Unión Europea se puso en marcha en 1995 cuando, como consecuencia de la guerra de Yugoslavia, Europa tenía que hacer frente a una inmensa ola de más de 600.000 refugiados. Solo Alemania se hizo cargo de 345.000 personas, en un esfuerzo poco conocido y mucho menos reconocido, pero otros países también estuvieron a la altura: Austria acogió a 80.000, Suecia 57.000, Suiza 25.000, Países Bajos 24.000 y Dinamarca 20.000.

La UE 'compra' las aduanas danesas
Bruselas duda de la legalidad del plan danés de aduanas
La noticia en otros webs
webs en español
en otros idiomas
Europa acogió a 600.000 refugiados balcánicos en los noventa; ahora Schengen tiembla por 20.000 tunecinos
Nadie se echó atrás entonces ni dudó de que la supresión de controles fronterizos fuera una buena idea. Ahora, sin embargo, unos pocos jóvenes provenientes del norte de África y la perspectiva de una derrota electoral ante la ultraderecha han puesto en fuga a Sarkozy y a Berlusconi, dirigentes de dos de los países más prósperos del mundo. Meses discutiendo si las revueltas de Túnez provocarían un efecto dominó en la región y ahí tienen la respuesta: como ha puesto de manifiesto la decisión del Gobierno danés de reinstaurar los controles fronterizos con Suecia y Alemania, el efecto dominó es real, pero cae de este lado. Consuela pensar que los daneses tienen como vecinos a Alemania y Suecia, países cuyos índices de criminalidad están entre los más bajos del mundo: si llegan a tener frontera exterior con países no comunitarios o compartir ribera en el Mediterráneo, a estas alturas seguramente estarían electrificando las fronteras. Todo ello ocurría, claro está, mientras se celebraba el 9 de mayo el día de Europa. El contraste es notable: mientras los líderes europeos salen corriendo despavoridos al grito de "¡que vienen!", Egipto y Túnez hacen frente estoicamente a 600.000 refugiados de la guerra de Libia sin hacer aspavientos y con muy poca ayuda internacional.

Nadie ejemplifica mejor el sinsentido de esta Europa xenófoba que nos ha tocado vivir que los finlandeses, que según las estadísticas conviven con 98.500 inmigrantes no comunitarios (un ridículo 1,8% de su población). La policía finlandesa detuvo en el año 2009 a 6.660 inmigrantes en situación irregular, emitió 3.120 órdenes de expulsión y logró repatriar a 1.720 irregulares. Su porcentaje de éxito en el control migratorio y la repatriación se sitúa pues en el 55%, uno de los más elevados de Europa, en contraste con el 28% de España, el 20,8% de Francia o el 9,9% de Italia. En otras palabras, en Finlandia no hay apenas inmigrantes extracomunitarios y uno de cada dos irregulares con orden de expulsión es efectivamente repatriado. Pese a ello, el partido de los "auténticos finlandeses" ha arrasado con un mensaje populista y anti-inmigración en las recientes elecciones. Prepárense, porque ese es el futuro de Europa.

En la Unión Europea hay 20 millones de inmigrantes no comunitarios, lo que representa apenas un 4% de la población. Con la excepción de Estonia y Letonia, que tienen importantes minorías rusas no nacionalizadas, ningún país pasa del 8% de inmigrantes no comunitarios. Para empeorar las cosas, esta Europa a veintisiete que quiere impartir lecciones de democracia y solidaridad a todo el mundo solo tuvo a bien en 2010 aprobar 55.100 solicitudes de asilo. Países como Alemania, una vez más, asumieron su responsabilidad, aceptando casi el 20% de esas solicitudes. España, por el contrario, solo estimó favorablemente 610 solicitudes, una cifra ridícula que pone en entredicho los valores subyacentes a la política exterior de este Gobierno.

Que París y Roma hayan querido engatusar a Bruselas ofreciéndole más competencias entra dentro de lo comprensible. Pero que la Comisión Europea, que es la guardiana de los tratados, haya estado dispuesta a vender tan barato un principio clave de la construcción europea como es el de la libre circulación de personas resulta verdaderamente preocupante. Si de lo que se trata es, como dice Bruselas, de mejorar la gobernanza del tratado de Schengen, hagámoslo, pero no movidos por el electoralismo de Sarkozy y Berlusconi, que llevan demasiado tiempo jugando con la inmigración y, ahora que está a punto de explotarles en las manos, quieren que acudamos a socorrerles. El año que viene, para celebrar el día de Europa, propongo que nos vayamos todos a El Paso a escuchar el reciente discurso de Obama sobre la política migratoria de Estados Unidos. Hay veces que nuestros valores están a mejor recaudo lejos de nosotros.

jitorreblanca@ecfr.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Brazil's disappearing favelas - Opinion - Al Jazeera English



Brazil's disappearing favelas - Opinion - Al Jazeera English
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FAVELAS DESAPARECENDO NO BRASIL
10/05/11

Infra-estrutura exigida pelo mundo do esporte mais poderosos interesses corporativos famílias desabrigadas render no Brasil.

http://english.aljazeera.net/indepth/opinion/2011/05/201159123141256818.html



Favelas, cortiços que rodeiam as cidades do Brasil, estão sendo derrubadas para abrir espaço para esportes alojamento [GALLO / Getty]
No Chile, foi chamado o tijolo . Foi a mil page econômico-manifesto muitos do ditador Augusto Pinochet, escrito por "Chicago Boys" - os estudantes de intercâmbio chileno da Universidade de Chicago. Discípulos da universidade, o conservador e neoliberal, professor de economia Milton Friedman, imprimiram O tijolo sobre o outro 9 / 11 "- 11 setembro de 1973. Como o palácio presidencial no Chile estava sendo bombardeada, "Companheiro Presidente" Salvador Allende, era assassinado, e Pinochet foi assumir o poder, The Brick econômica tornou-se bússola de Pinochet. Ele guiou o país por duas décadas de derruba e queima de privatização, o deslocamento ea desigualdade - tudo em nome do "desenvolvimento".

Hoje Pinochet é insultado e desapareceram, mas o tijolo se tornou um manifesto padrão para a maior parte do globo. Hoje, é mais ardente patrocinadores ironicamente constar seu nome como um acrônimo: BRIC. Eles são Brasil, Rússia, Índia e China. Estas nações ambiciosas se estabeleceram como o futuro, não só do crescimento econômico global, mas como centros futuro do desporto internacional. Eles podem oferecer duas coisas que o decadente, as potências ocidentais não pode mais fornecer: gastos deficitários maciços e uma infra-estrutura da polícia estadual para substituir, destruir ou desaparecer quem ousa ficar em seu caminho.

Estamos vendo isso na forma particularmente dramática no Brasil. O país vai acolher tanto a Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. No século 21, os eventos esportivos exigem mais do que estádios e hotéis. O país anfitrião tem de fornecer um aparato de segurança enorme, uma vontade de esmagar as liberdades civis, ea vontade de criar o tipo de "infra-estrutura", esses jogos exigem. Isso significa não apenas os estádios, mas espumantes novos estádios. Isso não significa apenas segurança, mas a mais recente tecnologia anti-terrorista. Isso significa não apenas o transporte de e para novos espaços, mas escondendo a pobreza unsightly daqueles que viajam de e para os jogos. Isso significa uma vontade de gastar bilhões de dólares em nome da criação de um parque infantil para o turismo internacional e os patrocinadores multinacionais.

Todos os dias nas favelas, as favelas que circundam as principais cidades do Brasil, esses festivais internacionais de atletismo são vivamente recordar os caminhos do The Brick . A Anistia Internacional, as Nações Unidas, e até mesmo o Comitê Olímpico Internacional - medo do dano à sua "marca", estão levantando preocupações. É compreensível o porquê.

Esta semana veio uma série de contos perturbador da demolição e limpeza das favelas, tudo em nome de "tornar o Brasil está preparado para os Jogos". Centenas de famílias da Favela de metrô se encontram a viver em escombros sem ter para onde ir depois da demolição da habitação impiedosa pelas autoridades brasileiras. Ao demolir casas antes de as famílias tiveram a oportunidade de encontrar novas habitações ou ser "transferido", o governo está em flagrante violação dos conceitos mais básicos dos direitos humanos.

Conforme o The Guardian informou, "barracos Redbrick ter sido aberta pela Terra-escavadoras. Ruas estão cobertas por um espesso tapete de entulho, lixo e metal retorcido. À noite, os viciados em crack agachamento em barracos abandonados, enchendo salas de estar com garrafas vazias, sujas colchões e cachimbos de crack improvisado em copos de plástico. O cheiro dos excrementos humanos paira no ar. "
Pessoas Al Jazeera & Power investigou a "pacificação" das favelas do Rio entre as guerras por território de bandidos e traficantes
Um morador da favela, Eduardo Freitas, disse, "parece que estão no Iraque ou a Líbia. Eu não tenho nenhum vizinho da esquerda. É uma cidade fantasma".

Freitas não precisa de um mestrado da Universidade de Chicago, para entender o que está acontecendo. "A Copa do Mundo está a caminho e querem nesta área. Acho que é desumano", disse ele.

A autoridade habitacional do Rio diz que isso é tudo em nome do "desenvolvimento" e pela remodelação da área, estão oferecendo aos moradores da favela, a "dignidade".

Talvez alguma coisa se perdeu na tradução. Ou, talvez, a concepção de um burocrata de "dignidade" está se tornando sem-teto que seus vizinhos podem se tornou um estacionamento para os fãs de futebol rico. E tem mais "dignidade" no caminho. De acordo com Julio Cesar Condaque, um ativista opostos o nivelamento das favelas, "entre agora ea Copa de 2014, 1,5 milhões famílias serão removidas de suas casas em todo o Brasil."

Eu falei com Christopher Gaffney, Professor Visitante na Universidade Federal Fluminense, no Rio de Janeiro e vice-presidente da Associação Nacional dos torcedores ['Fãs Associação Nacional].

"É como uma queda livre em um paraíso neo-liberal", disse ele. "Estamos vivendo em cidades planejadas pelas empresas de relações públicas e trazidos à existência de um Estado autoritário, em conjunto com seus parceiros corporativos. Estes eventos são gigantescos cavalos de Tróia que nos deixam chocado e impressionado com sua capacidade de transformar os lugares e as pessoas incutir governos paralelos que usam dinheiro público para gerar lucros privados. Similar a uma invasão militar, a única forma de sucesso, ocupar o país com um mega-evento é bombardear as pessoas com informação, se livrar dos indesejáveis, e lançar uma campanha de mídia que transforma as vozes alternativas para opositores anti-patriotas que odeia esporte e 'progresso' ".

É uma viagem extraordinária. Pinochet é agora uma memória grotesco, universalmente desgraçado na morte. Mas The Brick continua a ser uma pedra de moinho ao pescoço da América Latina. Esperar uma série de protestos no Rio de Janeiro como a abordagem de jogos. E esperar que elas sejam tratadas de uma maneira que fale para o mais escuro tradições políticas da região.

"Zirin Dave" é o autor de "Bad Esportes: Como proprietários estão a arruinar os Jogos que amamos". Seu último documentário "não é só um jogo".
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Pois é, para nós nenhuma novidade, mas, é extremamente constrangedor ver a verdade mostrada lá fora de uma forma crua e contundente.

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terça-feira, 10 de maio de 2011

Glencore: Aproveitando-se da fome e caos - Características - Al Jazeera Inglês

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(Lia Raomi e seu filho)


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Glencore: Aproveitando-se da fome e caos - Características - Al Jazeera Inglês

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GLENCORE APROVEITA-SE DA FOME
10/05/11

Arsenault Chris

http://english.aljazeera.net/indepth/features/2011/05/20115723149852120.html

O rápido aumento dos preços dos alimentos, combustíveis e commodities tem sido desastrosapara os pobres do mundo, incluindo o vendedor Lia Romi no mercado da Indonésia. Mas é uma pechincha para as empresas de comércio de multinacionais como a Glencore.

Enquanto Romi tem problemas de alimentação de sua família, a Glencore - a maior do mundo comerciante diversificada de mercadorias - EUA está planejando uma venda de acções $ 11 bilhões, provavelmente, o maior mercado de estréia já vi na London Stock Exchange.
"O preço da nossa alimentação diária tem pelo menos duplicou nos últimos dois anos", disse Lia Romi Al Jazeera através de um tradutor. "A comida custa 100 por cento da minha família é a renda diária [de cerca de US $ 3]. Eu não tenho nada guardado e devo [dinheiro] do meu negócio [tenda do mercado]."

Enquanto Romi, e milhões de pessoas como ela, se preocupar com a alimentação de suas famílias, a oferta pública inicial especulatória da gigante das commodities vai criar pelo menos quatro bilionários, dezenas mais de US $ 100 milhões e centenas de velhos milionários normais. Chefe do Executivo, Ivan Glasenberg preparado para realizar mais de US $ 9 bilhões da venda de ações. Especular sobre os preços dos alimentos é uma parte importante da sua riqueza.

Controlar os preços

Avaliada em cerca de US $ 60billion, a Glencore controla 50 por cento do mercado global de cobre, 60 por cento de zinco, 38 por cento em alumina, 28 por cento do carvão térmico, 45 por cento de chumbo e quase 10 por cento do trigo do mundo - Informações de acordo com a empresa divulgada antes de sua venda de ações. Também controla cerca de um quarto do mercado mundial de girassol, cevada e colza – (espécie de couve cujas sementes serve para azeite e produção de bio-diezel).

"Eles são, possivelmente, uma das poucas empresas mineiras que manipulam os preços, disse Chris Hinde, diretor editorial do Jornal Minas revista. "Eles são os corretores do negócio de commodities [operação] em um mundo secreto. Eles são efetivamente a fixação do preço de algumas commodities muito importantes", disse ele à Al Jazeera.
A empresa emprega cerca de 57.000 pessoas, gerou um faturamento de US $ 145billion no ano passado e tem um patrimônio de mais de US $ 79billion. Departamento de mídia da Glencore recusou pedidos de entrevista de Al Jazeera.

Lia Romi teve problemas para alimentar sua família na Indonésia por causa dos preços elevados dos alimentos, que alguns analistas apontam para a especulação [crédito: Oxfam]
Com sede em Baar, na Suíça, onde a regulação é mínima, alastrando interesses atacadistas da empresa em minas de estanho da Bolívia, a petrolífera angolana, os produtores de zinco no Cazaquistão, minasde cobre da Zâmbia e operações de trigo russo.

"Integração vertical da Glencore é realmente sem precedentes", disse Devlin Kuyek, pesquisador GRAIN , uma organização internacional sem fins lucrativos que trabalham na segurança alimentar.
"Glencore possui quase 300.000 hectares de terras agrícolas e é uma das maiores operadoras de exploração no mundo. Eles estão envolvidos em especulações sobre o comércio de grãos e têm poder de mercado imenso", disse ele à Al Jazeera.

Preços globais dos alimentos recentemente subiram, retornando perto de seu pico de 2008, quando motins pelo pão varreram partes do Oriente Médio , África e Caribe .
"Uma quantidade preocupante de aumento dos preços, temo, está sendo impulsionado pela atividade especulativa", Marcus Miller, professor de economia internacional da Universidade de Warwick, disse à Al Jazeera. "As apostas [os aumentos ou queda de preços futuros] pode tornar-se auto-realizavel, se você é grande o suficiente para afetar o mercado."

Em março de 2011, do Banco Mundial, o índice global de alimentos foi de 36 por cento acima dos níveis do ano anterior, embora os preços das commodities caíram em algumas semanas passadas.
Alguns analistas acreditam que os aumentos de preços têm mais a ver com uma população mundial crescente e crescente classe média, especialmente na Índia e na China, que estão comendo mais carne e, portanto, elevando os preços de milho e ração animal.

Duncan Green, chefe de pesquisa do desenvolvimento da organização Oxfam Grã-Bretanha, disse que os mercados internacionais de alimentos e outras commodities podem ser comparados com a forma de uma taça de champanhe. "Há muita gente produzindo, e um monte de gente consumindo, mas há um ponto de aperto no meio, controladas por corporações que pode ficar com o valor final", disse ele à Al Jazeera. "Muitos dos pobres do mundo são ironicamente - pessoas que cultivam alimentos."

Em 2010, o banco de investimentos Goldman Sachs advertiu de "picos de preços violentos" nos mercados de commodities, e que a previsão é mais ou menos o que se tem hoje.

Conhecimento e poder

Para ganhar dinheiro apostando em alimentos, metais e energia, a Glencore - como casas comerciais e fundos de hedge - se baseia em uma commodity essencial: Informação.
"Eles têm escritórios em todo o mundo e acesso exclusivo às informações sobre produção e distribuição", disse o pesquisador de segurança alimentar Kuyek. "Quando as pessoas que têm informação são também especuladores, não há causa grande preocupação, pois eles podem comprar contratos futuros quando sabem os preços estão subindo."

empresas comerciais podem capitalizar sobre a instabilidade nos mercados de alimentos do mundo [EPA]
Em agosto de 2010, por exemplo, da Rússia emitiu uma proibição de exportação de grãos , depois de secas devastaram culturas. Em 03 de agosto, o chefe da unidade de grãos da Rússia Glencore encorajou o governo a suspender as exportações. O governo seguiu o seu conselho em 05 de agosto, levando os preços para os cereais a subir 15 por cento em dois dias.
"Dias antes da proibição de exportação, entrou no lugar, a Glencore fez grandes apostas", afirmou Kuyek. "Eles tinham algum tipo de informação lá, as empresas com informações estão no melhor lugar para capturar os lucros da volatilidade." A Glencore, por sua vez, disse que também perdeu dinheiro, como resultado da proibição, porque tinha de cumprir a obrigação de entrega aos clientes fora da Rússia, ao preço novo e mais elevado.
Além de manipular os preços dos alimentos - potencialmente com informações privilegiadas - a gigante de comércio parece ter quebrado as leis em vários continentes.
Promotores na Bélgica acusam funcionários Glencore com formação de quadrilha e corrupção, alegando que ilicitamente solicitam informações confidenciais sobre os subsídios à exportação europeia de um funcionário público. O caso será ouvido em Bruxelas, em 12 de maio.

Negócios obscuros

Durante o governo de Saddam Hussein no Iraque, e as sanções da ONU que acompanhou seus últimos anos, a Glencore fez marketing e lucros consideráveis com embargado de petróleo. Em fevereiro de 2001, a Glencore comprou 1 milhão de barris de petróleo iraquiano destinados para os EUA e desviou o ouro negro para a Croácia, onde foi vendido por um prêmio de US $ 3 milhões, segundo um relatório do Conselho de Segurança da ONU.

Ao receber a notícia, o Sunday Times, jornal do Reino Unido lança manchete de sua investigação "secreta links comerciante da cidade suíça para o Iraque scam do petróleo".
fundador da Glencore e ao longo da vida de manipulador de preços de commodities hustler Marc Rich foi apelidado de "cara de escândalo", pela revista Vanity Fair revista. Após a fundação da empresa em 1974, Rich ganhou destaque por "pioneiro de combate" no agressivo mundo dos negócios em países que enfrentam tumulto.

Trocou petróleo por aiatolás do Irã, quando foi fichado por os EUA, fez negócios com o governo da África do Sul do apartheid e contornou embargo comercial dos EUA com Cuba e Líbia para fazer negócios, sob o lema: Faça o que for preciso.

Na Romi comunidade Lia, as pessoas têm de escolher entre enviar seus filhos para a escola e comprar comida [crédito: Oxfam]
"Sempre haverá as alegações de que eles, [Glencore], estão lidando com algumas pessoas desagradáveis", disse Chris Hinde do Minas Jornal . "Mas eu não diria que os tornam incomum para os comerciantes."

Tony Hayward , o desacreditado ex-CEO da BP, que presidiu o pior vazamento de óleo na história dos EUA, foi abordado por Glencore para se tornar um diretor não-executivo no conselho da empresa quando ela se tornar pública.

Enquanto Rich vendeu a empresa em 1993, sua abordagem de não aceitar algemas para os negócios de commodities, vive hoje como comerciante e especulador, incluindo o Sul Africano CEO Ivan Glasenberg, que deu o nome de Glencore, ao rico império.

Em uma entrevista em janeiro com o Financial Times, jornal, seu primeiro em 20 anos, Rich apoiou a venda de acções, apesar de ter reconhecido que "é muito mais conveniente" para um comerciante não ser uma empresa pública, onde teria de assumir a divulgação obrigatória e fiscalização regulamentar quanto aos "limites de sua atividade ".

Talvez, a Glencore deva ir a público para aumentar a sua dimensão, permitindo-lhe adquirir grandes concorrentes, especialmente a gigante da mineração Xstrata. "Eles são tão grandes agora, que não podem ficar maior se não forem indicados". Hinde, acrescenta que algumas das empresas, 800 parceiros, podem querer ter a empresa mais pública com a esperança de sacar seus milhões ao longo dos próximos anos .

A insegurança alimentar

Independentemente das razões da empresa, os investidores institucionais, os EUA, na Ásia Oriental e do Oriente Médio são todos comprometidos com a compra das ações.
Aabar, o fundo soberano do Emirados Árabes Unidos, controlado pelos monarcas, rica em petróleo de Abu Dhabi, deverá se tornar o maior "pedra angular do investidor", se comprometendo a comprar cerca de US $ 1 bilhão no valor do estoque.
"Parece que eles estão comprando uma estaca de reforçar o controlo dos Emirados Árabes Unidos sobre o comércio mundial de grãos, por sua própria segurança alimentar", afirmou Kuyek. "Na ausência de qualquer coisa significativa a ser feito a nível internacional, - exceto para as mesmas receitas da abertura dos mercados ea liberalização do comércio." países em Insegurança Alimentar no Golfo, no nordeste da Ásia, Coréia e outras regiões estão a tentar obter um controle mais direto sobre os alimentos, já que a economia de mercado "não pode garantir preços razoáveis", disse ele.
De volta a sua cabana na Indonésia, na linha de frente da crise alimentar global, Lia Romi não tem acompanhado as flutuação dos estoques da Glencore. Ela está preocupada com a forma de alimentar seus três filhos.

"Eu fiz sacrifício várias vezes para não comprar livros ou roupas para minha filha e filho, só para nossa alimentação diária, porque não tenho poupança para todos", disse ela.
Quanto aos diretores da Glencore, preparados para embolsar os seus milhões, é improvável que venham a apostar no futuro da Romi, pois as flutuações no mercado global podem levar sua família ao longo da margem.

"Estabilidade é para ser valorizado", disse David Green da Oxfam. E essa é a última coisa que a Glencore quer, a instabilidade é mais rentável - para aqueles que têm o conhecimento de dentro para explorá-la.

Arsenault Chris
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Num outro link em que fala também sobre a fome do mundo encontramos essa parte final do texto:

"Abdolreza Abbassian, economista sênior grãos com ele FAO, disse que os preços do petróleo afecta os mercados de alimentos em muitos aspectos, desde a produção aos custos de transporte.

"Quanto mais tempo os preços continuam altos, mais temos que pensar que poderia ter um efeito cascata no setor de grãos, sobretudo nas próximas semanas e meses", disse Abbassian

Oxfam exortou os governos a resolver o problema, juntamente com medidas que incluem reduzir a especulação, aumentar a transparência sobre os estoques de alimentos e reverter o drive para os biocombustíveis.

Thierry Kesteloot, assessor da Oxfam para o alimento, disse: "Milhões de pessoas estão a deslizar para a pobreza, que lutam para ter recursos para abastecimento de alimentos básicos.

"A sentar-e-espera atitude dos governos na esperança de que haverá boas colheitas ao longo dos próximos meses, significa jogar com as vidas das pessoas.""

http://english.aljazeera.net/news/europe/2011/03/20113318290458178.htm
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Considerações pessoais:

O sr. “Abddolreza Abbasian”, da FAO (!) parece ter descoberto a América ao citar que a alta do petróleo encarece o transporte dos alimentos. Coisa que se sabe a pelo menos uns 30 anos atrás.

Já o Sr “Thierry” da Oxfam, espera que os governos procurem reduzir as especulações no campo dos alimentos.

Pergunta: Quem compra as ações de uma empresa como a “Glencore”?? Quantos políticos e altas autoridades de vários países não possuem ações do mega especulador de comodites?? Eles vão querer impedir a especulação?? Francamente.

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A MAMÃE E O FILHOTE NA "PERUA VAN"

A MAMÃE E O FILHOTE NA “PERUA VAN”
10/05/11

Hoje de manhã tive ir até um bairro visinho para acertar uma conta em uma loja. Fui de “perua Van” . Fiz o que tinha de fazer e voltei no mesmo tipo de condução. A “perua” estava quase vazia, uns 6 passageiros. No trajeto subiu uma mulher de uns 45 anos, gordinha, cabelos loiros e boa aparência, típica mamãe com um ar de esposa diligente, trazendo pela mão o filhinho de uns 6 anos no máximo. Sentaram-se no último banco bem atrás de onde eu estava.

A mamãe vinha conversando amenidades com o filhote quando seu telefone celular tocou e ela atendeu:
“Alô? Quem fala? Quem? Quem ta falando? ...Ô meu amor! Tudo bem com você?...Não tinha reconhecido a voz, agora depois do “Filho da Puta” é que reconheci, rsss. Tudo bem contigo?....Você lembrou de telefonar pra Vera no sábado passado, foi aniversário dela...Você ta com sua mulher?... E o amor? Amando muito?... Ummm, sei, só no abate né?...rsss....Agora num dá, estou indo pra uma reunião na escola do filho...Ummm...Você me liga amanhã, tá?...Tudo bem...Tchau. Outro pra você”.
Estávamos passando por uma loja da famosa rede “Casas Bahia”, quando o filhote falou:
“Olha mãe, foi nessa casa que eu vim com o pai no domingo”.

Logo no próximo ponto a mamãe desceu, com o filhote numa das mãos e o celular na outra. Uma mulher mais idosa que estava a dois banco na minha frente, deu uma rápida olhada pra trás. A condução seguiu seu caminho com eu e os quatro passageiros restantes, no silêncio. E “vamo que vamo”, que o tempo não para.

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segunda-feira, 9 de maio de 2011

O Descurvo



O Descurvo

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REFLEXÕES SOBRE A NATUREZA DO FASCISMO


"Soberano é quem decide sobre o Estado de Exceção"
Carl Schmitt na Teologia Política
"E sobre essa linha melódica de variação contínua constituída pelo afeto, Spinoza irá determinar dois pólos, alegria-tristeza, que serão para ele as paixões fundamentais: a tristeza será toda paixão, não importa qual, que envolva uma diminuição de minha potência de agir, e a alegria será toda paixão envolvendo um aumento de minha potência de agir. Isso permitirá que Spinoza, por exemplo, realize uma abertura em direção a um problema moral e político muito fundamental, que será sua própria maneira de estabelecer o problema político: como acontece que as pessoas que têm o poder, não importa em que domínio, tenham necessidade de afetar-nos de uma maneira triste? As paixões tristes como necessárias: inspirar paixões tristes é necessário ao exercício do poder. E Spinoza diz, no “Tratado teológico-político”, que esse é o laço profundo entre o déspota e o sacerdote: eles têm necessidade da tristeza de seus súditos"
(Deleuze sobre Spinoza em aula de Janeiro de 1978 em Vincennes, lembrada por aqui, há um ano)




O debate sobre o Fascismo voltou à baila com força pelas redondezas blogosfera brasileira. Há poucos dias falávamos sobre isso aqui. E não é à toa. A alteração da disposição relativa de status na nossa na sociedade é um fenômeno não só acachapante como paradoxal: se ela produziu a melhora de vida de enormes contingentes humanos em um curto espaço de tempo, por outro lado, ela criou bolhas de ódio inacreditáveis. Vejam bem, se a democracia trouxe uma autonomia política jamais vivenciada para os trabalhadores e o fim da hiperinflação criou certa segurança social, as conquistas do desenvolvimento social nos anos Lula terminaram por colocar o Brasil tradicional em pane. Uma reação violenta se seguiu a isso, basta ver exemplos como a recente manifestação fascista na Avenida Paulista, em apoio a um obscuro deputado cuja plataforma demagógica se baseia justamente no ataque ao novo Brasil. O que eu gostaria aqui, é que refletíssemos juntos um pouco mais sobre o advento do Fascismo em nosso meio.


O fenômeno do fascismo hegemônico pode ser, a um primeiro olhar, causado por alguma crise político-econômica brusca em sociedades ocidentais industrializadas, o que leva a instituição de certo tipo de regime no Estado que é contrário aos princípios basilares do Iluminismo, no qual o poder e a vigilância são totais sob a regência de um Líder todo poderoso que nos guia na marcha incessante do (para e pelo) Progresso de acordo com certas premissas. No entanto, isso não explica a existência do Fascismo como fenômeno, afinal, ele independente de ser hegemônico para existir - via de regra, ele não costuma ser ou ter condições para tanto - e, também, ele aparece em cenários onde não há escassez generalizada como próprio caso brasileiro atesta - ou mesmo a Europa dos anos 90 . Temos, portanto, de pensar a questão do Fascismo por meio do conceito de relação.


Trata-se de um fenômeno radical que apresenta uma constante: existe uma perturbação socioeconômica que altera rapidamente o status de um grupo em relação ao outro - os alemães em relação aos ingleses, a velha classe média brasileira em relação aos trabalhadores, os franceses "legítimos" em relação aos franceses descendentes de magrebinos-, na qual a relação a mestre-escravo não é exaurida, mas vira de cabeça para baixo de repente e o movimento parece tender a pior, o que tem um impacto violento sobre o inconsciente das pessoas. Não é necessário cairmos para o mesmo patamar dos outros, os outros podem ascender perigosamente para perto de nós. Em todas as relações, há (1) um corte fundamental entre o eu e o outro, (2) uma relação hierárquica que se transforma - e expõe a verdade sobre os limites sociais - e, também, (3) um conceito de linearidade no que toca à economia e ao tempo - a ideia de uma História em linha reta.


Esse corte entre o eu e o outro não é senão a expressão dos processos de individualização e a atomização, inerência da máquina capitalista - uma ética deixa de ser possível porque eu não me reconheço na face do meu semelhante, o que, em situações limite, toma um caráter explosivo. O outro ponto, a hierarquização social, exprime algo bastante antigo e profundo nos grupos humanos e seu abalo, por sua vez, responde pela mais pura forma de horror social - quando as pessoas se deparam com a verdade horrenda por detrás dos limites deslocados.


Pensemos no juízo da advogada em relação ao pedreiro em um shopping, "você não devia estar aqui porque não tem dinheiro para comprar nada" - mas, e se ele tivesse dinheiro? -, ou mesmo o francês "legítimo" em relação ao imigrante magrebino, "você não tem esses direitos porque é estrangeiro, resigne-se" - e se ele não for um imigrante? -; em ambos os casos, a causa de tais vedações - seja a reprovação moral ou a proibição jurídica - se aplicavam sobre seu status, embora fossem legitimadas por juízos racionais que escondem desejos ocultos - eu quero que ele não tenha, eu quero que ele não seja -, a causa verdadeira da contenda; o medo profundo em questão é o de pedreiros não serem piores do que advogados ou magrebinos étnicos não serem piores, por sua condição de ser, do que franceses (ou pior, poderem ser mesmo "franceses"), a possibilidade de um futuro no qual a disposição do status social mude para pior.


O terror que percorre a alma vem à tona quando se constata que não há mais o álibi, quando o pedreiro tem o dinheiro para estar ali e o magrebino é mesmo cidadão francês; aquele medo que alimentava a reprovação e a negação de direitos torna-se realidade, o que faz as regras, aquelas amigáveis ficções sociais ou jurídicas, ruírem, elas perderam sua razão de ser. A relação hierárquica está ali, mas ela mudou de disposição contra o Eu - e do nós, o Eu expandido - e a favor dos Outros. Não importa se Eu (ou nós) caímos ou se eles ascenderam, mas o fato é que o vento mudou e não foi a nosso favor. Os dois exemplos que eu utilizei retratam não casos específicos, mas fenômenos sociais relevantes no Brasil - a ascensão econômica da classe trabalhadora - e na França - a ascensão social dos magrebinos, absorvidos pela sociedade francesa, o que exige que, uma vez incorporados, tenham seus diretos reconhecidos pelo Estado francês -, o que produz reações radicais por meio de fenômenos de segregativos com articulações sociais e políticas.


E medo é uma palavra importante aqui: como dizia o bom Spinoza, trata-se de uma tristeza incerta - eu não sei se vai acontecer, mas pode acontecer e minha capacidade de agir diminui - e o mesmo vale para a esperança - uma alegria sob as mesmas condições -; ambos dependem de um certo conceito de tempo, trata-se de uma questão cronológica altamente enraizada em nossa cultura ocidental. A saber, a terceira condição que eu elenquei para o surgimento de um fenômeno fascista. o Tempo como seta, como diria um tal de Walter Benjamin.


O Fascismo não é o único fenômeno que irá decorrer disso, naturalmente. Mas ele depende disso, o tempo precisa ser uma linha reta para, diante dos fenômenos anteriores surgir uma perspectiva na qual é preciso reagir contra o futuro (enquanto entidade) - no qual os pedreiros mais e mais estarão infestando todos os ambientes ou magrebinos idem - e voltar a um passado (também entificado) no qual as coisas estavam no seu devido lugar, para, de acordo como as coisas eram, progredir rumo ao futuro certo. Não é uma marcha rumo à utopia, mas a garantia da tradição, da pureza e da segurança numa marcha que também mira o horizonte. Eu fico triste e alegre pelo que nem aconteceu porque dou um status real ao tempo.


Dentro de uma lógica de tempo e sociedade na qual se marcha para - e pelo - progresso, ser ultrapassado por quem estava atrás - ou abaixo, conforme se veja a situação - é motivo para um ódio profundo, trata-se do deflagrador de uma neurose aguda. E essa perspectiva que põe necessariamente o tempo como uma linha reta é um dos traços do argumento central do pensamento ocidental, a saber, a relação promíscua entre Teologia e Filosofia Política agenciada por Platão - isto é, o condicionamento da criação dos conceitos sobre as coisas da pólis a um divino transcendente e não alcançável pelos incautos.


A Salvação, a grande cura para todos os males na forma de Um totalizante, torna-se a meta da política, mas é uma meta tão inalcançável quanto o horizonte - o que, por conseguinte, acaba como qualquer chance de liberdade; nunca alcançamos o que procuramos e nossa insignificância nos frustra profundamente, só nos resta depositar a nossa vida nas mãos dos iluminados capazes de chegarem ao horizonte. Estamos abandonados, ainda mais quando eles surgem e tomam o nosso lugar.


No século 17º, entre o polimento de uma lente e outra, Baruch de Spinoza ousou desafiar esse postulado. Não há tempo em linha reta, afinal, o tempo nada mais é que um modo de pensar que serve à nossa localização na existência. Não existe transcendência, pois o próprio Deus é causa e efeito de si mesmo, portanto, Ele não passa da própria Natureza. O seu Tratado Teológico-Político é muito mais que uma obra sobre tolerância religiosa; ele é uma contestação radical da essência da própria dominação tal como a conhecemos: não existe e não pode existir realmente Salvação, a incalcançabilidade do horizonte é sua própria condição de existência como tal, e, por conseguinte, todo profeta é só mais um charlatão que transforma a miséria humana - a própria maravilha do mundo - em defeito ou imperfeição para vender seu bálsamo falso. Uma redenção totalizante é impossível, logo ela serve - ou conduz - unicamente à dominação. A luta verdadeira que pode ser travada é por uma Libertação - de nós mesmos, dos nossos medos, da culpa, da honra, da glória - que nos reconcilie com o Mundo.


Em sentido inverso, o pensamento nazista no século 20º vem à atar de maneira mais radical ainda a relação entre Teologia e Política. O pensamento de um Carl Schmitt não é racionalista, mas nem por isso escapa à tradição ocidental. O soberano é o messias, isto é, a materialização, em pessoa, da totalidade e o condutor inquestionável da marcha incessante para a Salvação. Trata-se de uma forma de idealismo tremenda. O discurso tirânico, assentado na polaridade medo-esperança, reaparece com força - e tampouco estamos falando do soberano hobbesiano, pois ele mesmo o era por conta de um contrato que estaria suspenso caso ameaçasse a vida dos seus súditos: aqui não há contrato, mas a suspensão dele por um ato unilateral da vontade do Um, assentado na necessidade premente da Salvação. Os mesmos motivos que fizeram o Leviatã ser proscrito, não se enganem, são os mesmos que fizeram Schmitt ser aclamado pelo Poder em seu tempo.


O discurso complexo do nazismo, por exemplo, é expressão do fenômeno fascista na Alemanha do entreguerras visando a transforma-lo em força hegemônica. Como nos lembra Leandro Calbente em um recente (e belo) artigo - retomando Benjamin e Esposito -, parte relevante do discurso nazista era estético; a ruga, o ferrugem no metal, a folha que cai, o velho prédio, toda as diferenças que constituem a realidade são reduzidas à imperfeição. Uma marcha nazista não apaixona os observadores por desperta-lhes alegria, mas por entristecê-los; o mundo é mau porque é feio - e a feíura resulta da existência de tanta "imperfeição" e de tantas assimetrias (isto é pela existência de tantas diferenças, em outras palavras, pelo fato do mundo sê-lo tal e qual é), é isso que as manifestações nazistas, com seu ritmo bem marcado, suas bandeiras e sua música queriam dizer e é dessa maneira que afetavam os mais incautos. Se o velho Spinoza pretendia construir uma Ética na qual, cá no nosso mundinho, se poderia construir uma sistemática de convivência por meio da compreensão e interação entre as diferenças, os ideólogos do Nazismo eram novos profetas que vendiam a eliminação do Outro (reduzido a Inimigo) como o fim do programa e condição necessária para o Progresso. Se Spinoza quer construir um modo do Eu interagir com o Mundo, os Nazistas querem resolver esse problema cindindo-os de forma perpétua.


A estetização da política, como bem lembra o Leandro, não se esgota no Fascismo - e o Fascismo não se esgota à Europa do Entreguerras, acrescentamos -, o que nos põe frente a frente com sua problemática no aqui-agora; e não será o desenvolvimento econômico e social que o jogará na lata do lixo da história, afinal, aí estaríamos nos valendo do mesmíssimo raciocínio sobre a qual o próprio Fascismo, por vias outras, se assenta - e se desenvolve. São intervenções artísticas - políticas, inclusive - no aqui-agora que afetem a todos em volta, aumentando nossa capacidade de agir, mostrando que a maravilha do mundo é sua dita imperfeição - o real contraposto ao ideal angustiante e angustiador -, enfim, uma política de alegria e não de esperança, pois a esperança demanda a crença na existência do Futuro enquanto ente real e ele só consegue sê-lo na retórica dos profetas (onde serve para, apenas e tão somente, nos sujeitar, fazendo-nos progredir para onde eles querem que nos movemos). Não precisamos provar algo como "o Outro não é imperfeito, mas sim diferente", basta mostrarmos que a imperfeição não é outra coisa senão a própria beleza.

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La OTAN niega que un portaaviones aliado dejara morir a 61 inmigrantes en el Mediterráneo · ELPAÍS.com

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A Foto é uma amostra de emigrantes do norte da Àfrica, via Líbia, que conseguem chegar a Ilha de Lampedusa, onde já estaria milhares de refugiados da guerra civil líbia.

La OTAN niega que un portaaviones aliado dejara morir a 61 inmigrantes en el Mediterráneo · ELPAÍS.com
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Pois é, em 25 de março de 2011, uma barcaça com 61 emigrantes de origem norte-africana, ganeses, sudaneses, etíopes, nigerianos, estavam a deriva em pleno alto-mar, quando teriam tido o pedido de SOS negado por um porta aviões frances que se econtrava na região. Apenas 11 emigrantes sobreviveram.

O porta aviões seria o "Charles De Gaulle", que participa das operações contra a Líbia mas não estaria subordinado a OTAN. Pelo que a OTAN nega ter prestado socorro e diz que nenhuma das embarcações sob seu comando estava na região. (Revoltante).

Segundo consta, entre os emigrantes estavam 20 mulheres e duas crianças. Um dos emigrantes contou que era comum jogarem ao mar os corpos dos que morriam.

Agora, acusam "Muammar Gaddafi" de liberar barcos com emigrantes africanos rumo a "ilha de Lampedusa" Sul da Itália, no arquipélago das "ilhas Pelágias"; quando o ditador líbio (já avisava antes dos ataques do "No Fly Zone"), que a Líbia não mais seria uma "represa" de emigrantes africanos que sonham em chegar ao velho continente.

Um porta-aviões recusar socorro a uma barcaça cheia de emigrantes a deriva em alto-mar; quando o bem mais precioso, a vida, do ser humano está em risco; coloca por terra todo o arcabouço jurídico da Civilização. É triste e revoltante se ver que organismos internacionais de grande fama, são seletivos quanto aos seres humanos que devem ou não viver.

sábado, 7 de maio de 2011

Marido Casa & Construção

Marido Casa & Construção

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terça-feira, 3 de maio de 2011

"MORTE DE BIN LADEN" - ASPECTOS HILÁRIOS

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03/05/11

Novas informações sobre o assalto a mansão e o assassinato do líder jihadista vão aparecendo, sem contudo, provas contundentes de que o mataram.

Porém, têm pronunciamentos feitos por âncoras na TV, atribuídos as fontes internacionais,que são hilários:

O presidente da ONU está pedindo aos EUA que forneça maiores detalhes da morte de Bin Laden e afirma querer verificar se no assalto a mansão no Paquistão por forças norte americanas, (se foram respeitados os direitos internacionais)? Kkkkkkkkkkkkkkkk

Os soldados norte-americanos teriam levado de helicóptero o corpo de Bin Laden para o porta-aviões estacionado na costa paquistanesa, teriam (lavado o corpo, feito um funeral segundo as leis muçulmanas antes de atirar o corpo ao
mar). ...kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Se formos dar alguma credibilidade a tudo que nos tem empurrado, teremos que acreditar que soldados norte -americanos da força de elite da marinha, caras que "matam a mãe para ir num baile de órfãos", lavaram o corpo do ícone dos jihadistas, (o cara que teria orquestrado a queda do "Woord Trade Center"), e oraram segundo as tradições muçulmanas frente ao corpo de Bin Laden??...O ridículo não tem limites.
Segundo consta, chacinaram todo mundo na mansão, aproximadamente 18 pessoas, entre elas crianças! Afinal eram "todos" terroristas.

A CIA diz que não comunicou ao governo do Paquistão da entrada no país e do assalto a mansão na cidade de Abbottabad, por receio de vazamento de informação. (??)

Ora, um porta aviões estaciona, provavelmente, em águas territoriais paquistanesas, manda dois helicópteros cheios de soldados especializados em ações de guerra invadirem o país, tomarem de assalto uma residência, matar todos que lá se encontram, e sair fora depois, e não comunicam o governo do país com medo de vazamento de informação??
E o Governo do Paquistão, ficou sabendo da operação através do discurso do Obama na TV????...kkkkkkkkkk

E "Ban Ki Moom" ainda quer saber se os Direitos Internacionais foram devidamente respeitados??....kkkkkkkkkkk

Sinceramente, se os princípios morais, éticos e jurídicos, que regem Organizações Internacionais e Estados, são conduzidos dessa maneira, qualquer país e qualquer cidadão que nele habita, ao deitar a noite na cama e ouvir um helicóptero na redondeza, é melhor ajoelhar e ir encomendando a alma.
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segunda-feira, 2 de maio de 2011

OS EUA AFIRMAM TER MATADO BIN LADEN

EUA AFIRMA TER MATADO BIN LADEM
02/05/11

Breve compilação do Al Jazeera. com

Os norte-americanos no Paquistão afirmam ter matado Bin Ladem num assalto a uma grande casa na cidade de Abbotabad, a 60 quilômetros da capital Islamabad.

A localização do líder do Al Qaeda teria se dado mediante denúncias remuneradas de U$1milhão.

No assalto a casa teriam morrido quatro pessoas, inclusive um dos filhos de Bin Ladem, e seu corpo teria sido jogado ao mar para não dar chance da criação de um “grande mártir” ou de um “santo”.

Uma mulher, que seria a mulher de Bin Ladem, teria saído da casa como “escudo” à frente do tiroteio e morrido. Portais importantes como o UOL estampa em sua home-page que: “Bin Laden usou sua mulher como escudo”. É o máximo da humilhação para os jihadistas. Uma temeridade também. O terrorismo é imprevisível e tem todo o tempo do mundo.

Obama vem frente às câmeras e diz que a vingança foi feita e que o mundo será mais tranqüilo sem o terrorista.

Já existe na internet ameaças de vingança pela morte do “Sheik do Islã”.
Correspondestes do Al Jazeera em Cabul, capital do Afeganistão, dizem que a opinião geral é de que se Bin Laden foi morto de fato, a vitória dos EUA é simbólica já que o ele não atuava mais como efetivo da organização terrorista. Mataram um ícone do terrorismo árabe contra o Ocidente.


Obama vem frente as câmeras dizer que a morte de Bin Laden deixa o mundo mais tranqüilo, mas, logo após diz que os norte-americanos pelo mundo devem tomar toda precaução possível pois, é certo haver retaliações.

“Mullah Abdul Salam Zaeef”, ex-embaixado do Talibã, diz que a morte de Bin Laden não trará nenhuma vitória para os EUA na região. Al Qaeda continuará com seus ataques terroristas e a insurgência afegã. Trata-se de uma guerra ideológica, que está acima de Bin Laden”.
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Duas coisas importantes a considerar pós essa breve compilação:
Bin Laden era uma figura já gasta no noticiário internacional, e atualmente com os levantes populares no Magrebe e em outros países árabes, contra os regimes teocráticos e de pouca abertura política, social e mais o desemprego, são movimentos populares que nada tem a ver com a minoria Talibã e o fundamentalismo islâmico e as técnicas terroristas do Al Qaeda, os quais perderam lugar no atual palco das manifestações políticas de reividicações sociais no mundo árabe, com exceção do Afeganistão e Paquistão.

Por outro lado, o terrorismo continuará sendo o vetor das ações dos EUA mundo afora. Tal tem sido o tom dos pronunciamentos das altas autoridades de Washington no dia de hoje.

Quanto as manifestações "carnavalescas" do povo norte-americano em Washinton, ao meu ver pecam por uma incoveniente demonstração de vingança, como se o que as forças bélicas do país já não tivessem feito o suficiente no Iraque e continuam fazendo no Afeganistão.

O fato é que a morte do ícone do jihadismo islâmico, ainda que abata momentaneamente seus partidários, não é de se acreditar que no fim desses movimentos extremistas e suas ações violentas.

De resto, ficou evidente para o mundo como os EUA entraram dentro de um país longínquo e fizeram o que fizeram e saíramm incólume.

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